Dois navios da frota sombra russa em chamas no Mar Negro ao largo da Turquia
Perry Mason
(1957-1966) – Connie Hines
As autoridades turcas informaram que dois petroleiros
ligados à chamada "frota sombra" russa, e que constam da lista de
sanções internacionais, se incendiaram na sexta-feira no Mar Negro, perto do
Estreito de Bósforo, desencadeando uma vasta operação de salvamento.
O primeiro navio, o Kairos, de bandeira da Gâmbia, explodiu
e incendiou-se a cerca de 28 milhas náuticas da costa turca da província de
Kocaeli, quando navegava sem carga do Egito para o porto russo de Novorossiysk,
informou o ministério dos Transportes turco.
Pouco depois, um segundo navio-tanque, o Virat, terá sido
"atingido" noutra zona do Mar Negro, a cerca de 35 milhas náuticas da
costa turca.
As autoridades marítimas turcas explicaram que o primeiro
incidente terá sido causado por um "impacto externo", mas sem
fornecer mais pormenores sobre a origem do ataque.
A dinâmica permanece pouco clara e as autoridades não
excluem a hipótese de uma explosão provocada por minas navais ou de um ataque
seletivo. Nos últimos anos, registaram-se incidentes de navios que atingiram
minas à deriva no Mar Negro.
Enquanto se aguardam novas verificações, as autoridades
marítimas mantêm um elevado nível de alerta e monitorizam a situação, também
para evitar novos incidentes e garantir a segurança do tráfego de navios na
zona do Bósforo.
Os precedentes e as sanções contra os navios Kairos e
Virat
A tripulação dos dois navios foi resgatada graças à rápida
intervenção da guarda costeira e das unidades de salvamento: 25 pessoas a bordo
do Kairos e 20 a bordo do Virat.
Os navios estão na lista dos sujeitos a sanções
internacionais, na sequência da invasão russa da Ucrânia em 2022, e são
identificados como fazendo parte da frota de velhos cargueiros utilizados por
Moscovo para contornar as restrições ao petróleo bruto russo.
De acordo com o site OpenSanctions, os EUA
sancionaram o Virat em janeiro deste ano, seguidos pela UE, Suíça, Reino Unido
e Canadá.
A UE sancionou a Kairos em julho deste ano, seguida pelo
Reino Unido e Suíça.
"A frota de petroleiros-sombra continua a fornecer
receitas multimilionárias ao Kremlin, contornando sanções, disfarçando as suas
atividades sob bandeiras de países terceiros, utilizando esquemas complexos
para disfarçar os proprietários e representando uma ameaça ambiental
significativa", escreve a OpenSanctions.
O Virat já navegou sob as bandeiras de Barbados, Comores,
Libéria e Panamá, enquanto o Cairos já arvorou as bandeiras do Panamá, da
Grécia e da Libéria.
Os incidentes de sexta-feira levantaram sérias preocupações
sobre o possível impacto ambiental e a segurança da navegação no Mar Negro, uma
área já considerada de alto risco após anos de guerra e a presença de munições
também de conflitos anteriores.
Fonte: Euronews, 28 de novembro de 2025
Claro que o autor das explosões é Putin, sem margem para dúvidas adiciona mais um crime ambiental ao seu cadastro.

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