Veja por que as pessoas mestiças são frequentemente vistas como “atraentes”
Wizards
Beyond Waverly Place (2024) – Janice LeAnn Brown, Alkaio Thiele, Taylor Cora
É um fenómeno frequentemente observado, mas raramente
explicado cientificamente: as pessoas mestiças são muitas vezes percebidas como
“particularmente atraentes”. Um estudo conduzido pelo investigador Michael B.
Lewis (Universidade de Cardiff, País de Gales) lança luz científica sobre esta
perceção.
A ciência por detrás da atração: o efeito heterose (a)
O estudo, publicado no PubMed, baseou-se na análise
de mais de 1200 rostos de pessoas negras, brancas e mestiças. Esses rostos
foram avaliados quanto à atratividade percebida, e os resultados foram claros:
os rostos mestiços receberam pontuações de atratividade mais elevadas, em
média, com uma diferença pequena, mas estatisticamente significativa.
Os investigadores propõem o conceito de heterose, também
conhecido como “vigor híbrido”. Trata-se de um mecanismo biológico pelo qual
descendentes resultantes do cruzamento genético entre dois grupos distantes
apresentam, geralmente, melhor “aptidão genética”: maior resistência a doenças,
maior diversidade genética e, neste caso, características faciais consideradas
mais harmoniosas.
Uma influência cultural e social
Seria simplista reduzir este fenómeno apenas à biologia. A
perceção da atratividade é profundamente influenciada pela cultura, pela
história e pelos média. Durante várias décadas, as indústrias da moda e do
cinema valorizaram a diversidade de características, e os rostos mestiços são
frequentemente promovidos como padrões “ideais” de beleza. Esta exposição
mediática pode reforçar tendências naturais de apreciação visual.
Também é importante lembrar que a beleza continua a ser
subjetiva e contextual. O que algumas culturas consideram particularmente
atraente pode não o ser para outras. O estudo de Michael B. Lewis não
classifica belezas; observa apenas tendências percetivas gerais numa amostra
específica.
Em suma, a perceção de atratividade das pessoas mestiças
resulta de uma combinação de fatores biológicos, visuais e culturais. No
entanto, é essencial sublinhar que esta “atração” percebida nunca legitima a sexualização ou objetificação dos
indivíduos. Este fenómeno destaca simplesmente quão rica e
fascinante é a diversidade humana. Em vez de tentar classificar ou comparar,
trata-se de celebrar a singularidade e a harmonia que emergem do encontro de
múltiplas heranças. Apreciar a estética de um
rosto não confere qualquer direito sobre a pessoa em si.
Fonte: The Body Optimist, 26 de outubro de 2025
(a) Heterose vem do grego: “heteros” (ἕτερος) = diferente + “-osis” (-ωσις) = processo ou condição. Portanto, heterose significa literalmente “condição de diferença” ou “resultado do cruzamento de diferentes linhagens”.
O termo começou a ser usado formalmente em genética e melhoramento de plantas e animais no século XX, especialmente em estudos de cruzamento de raças para produção agrícola ou pecuária mais eficiente.
Modelo: Asis A, 1,73 m, 85-65-92, cabelo castanho, nascida na Ucrânia.






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