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PSP já tem 16 sindicatos e 36 mil dias de folga para os dirigentes

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Alfred Hitchcock Presents / Self Defense - George Nader, Jesslyn Fax São os próprios sindicatos a dizer que é "uma vergonha" o que se passa na polícia. Três sindicatos têm mais dirigentes que sócios Há um " Vertical ", outro " Independente ", outro " Autónomo ", outro " Livre " e até um dos " Polícias do Porto ". Já resta pouca imaginação para dar nomes a tantos sindicatos na PSP , que atingem o número recorde, inigualável noutro setor, de 16. O mais recente - Organização Sindical dos Polícias - nasceu em fevereiro e conta com 459 dirigentes e delegados para 451 associados . Uma nova lei para alterar o sistema está no Parlamento há um ano, mas PS e PSD não se entendem e são precisos dois terços de deputados para a aprovar. Segundo o regime em vigor, cada dirigente tem direito a quatro folgas por mês para atividade sindical . Os delegados têm 12 horas. Tudo somado, de acordo com os dados da Direção Nacional da PSP, em 201...

Já é dejá vu, como se costuma dizer

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“Portanto no fundo há um certo sentimento de impunidade também pra quem não cumpre as regras. (…). O que nós precisamos é que de facto é que o governo diga exatamente o que é que pretende da polícia, até onde é que podemos ir. (…). Já sabemos que os polícias provavelmente vão ficar sem férias, provavelmente vão ficar sem folgas, têm que trabalhar a dobrar, já é dejá vu, como se costuma dizer.” Paulo Rodrigues

Apelavam ao ódio e à violência contra a polícia

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“Foram vários cartazes que foram aparecendo e que, pura e simplesmente, apelavam ao ódio e à violência contra a polícia, e nós não quisemos deixar passar, ou desvalorizar, esta situação, porque tem sido uma frequência, ou seja, em vários espaços públicos, em manifestações, nas redes sociais. (…). Apresentar esta denúncia ao Ministério Público, contra todos aqueles que exibiram aqueles cartazes, mas também apelar às entidades competentes e ehh levantar a discussão sobre esta matéria, porque este este tipo de mensagens não vem contribuir pa melhorar nada.” Paulo Rodrigues, associação sindical dos profissionais da polícia

Os agentes formaram um círculo

Paulo Rodrigues foi um dos 11 arguidos absolvidos esta quinta-feira no caso de uma agressão a um adepto do Boavista, que sofreu lesões irreversíveis. A defesa vai recorrer da decisão. Os factos remontam a 3 de outubro de 2014, aquando do jogo da 7.ª jornada da I Liga entre o Vitória de Guimarães e o Boavista. A acusação do Ministério Público (MP) diz que após a chegada dos autocarros de adeptos axadrezados, um dos arguidos terá abordado um destes adeptos, instando-o a que se movimentasse para determinado local. Como este não obedeceu de imediato, ‘derrubou-o ao solo, colocou-lhe um joelho por cima das costas e fê-lo permanecer deitado no solo de cara para baixo’, refere. O MP refere que os agentes formaram um círculo, agredindo violentamente o adepto do Boavista que ficou sem um olho como consequência do incidente. Apesar de não ter condenado os polícias, o juiz censurou duramente o ‘corporativismo’ demonstrado pelos agentes, alegando que esse silêncio terá impedido a identificação...

Mostrar ao governo

“Sensibilizar os polícias, no seu geral, para sempre que estejam junto do cidadão ou que tenham uma ocorrência, e possam optar entre ehh ehh aplicar uma contraordenação ou fazer pedagogia ou prevenção, que optem por fazer prevenção ou pedagogia, é isso o que nós lhes pedimos, de alguma forma, é uma forma também de mostrar ao governo que apesar de não podermos fazer greve, nós temos alguns instrumentos para tentar apelar ao governo que tenha uma forma diferente de olhar para os problemas destes profissionais.” Paulo Rodrigues, presidente da direção da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

Diálogos

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  Locutora: “Protestos sempre pacíficos?” Paulo Rodrigues, dirigente da ASPP: “Protestos, o pessoal está disponível a tudo. (…). Os polícias neste momento já estão disponíveis a fazer greves de zelo, já estão disponíveis a entregar as armas, já estão disponíveis a várias situações que, se calhar, há 4 ou 5 anos, não estavam. Portanto, isto revela bem, isto revela bem, isto revela bem, o desespero em que os polícias neste momento estão.” 
“Paulo Rodrigues foi um dos 11 arguidos absolvidos esta quinta-feira no caso de uma agressão a um adepto do Boavista, que sofreu lesões irreversíveis. A defesa vai recorrer da decisão. Os factos remontam a 3 de outubro de 2014, aquando do jogo da 7.ª jornada da I Liga entre o Vitória de Guimarães e o Boavista. A acusação do Ministério Público (MP) diz que após a chegada dos autocarros de adeptos axadrezados, um dos arguidos terá abordado um destes adeptos, instando-o a que se movimentasse para determinado local. Como este não obedeceu de imediato, ‘derrubou-o ao solo, colocou-lhe um joelho por cima das costas e fê-lo permanecer deitado no solo de cara para baixo’, refere. O MP refere que os agentes formaram um círculo, agredindo violentamente o adepto do Boavista que ficou sem um olho como consequência do incidente. Apesar de não ter condenado os polícias, o juiz censurou duramente o ‘corporativismo’ demonstrado pelos agentes, alegando que esse silêncio terá impedido a identificaçã...
“Sensibilizar os polícias, no seu geral, para sempre que estejam junto do cidadão ou que tenham uma ocorrência, e possam optar entre ehh ehh aplicar uma contraordenação ou fazer pedagogia ou prevenção, que optem por fazer prevenção ou pedagogia, é isso o que nós lhes pedimos, de alguma forma, é uma forma também de mostrar ao governo que apesar de não podermos fazer greve, nós temos alguns instrumentos para tentar apelar ao governo que tenha uma forma diferente de olhar para os problemas destes profissionais.” Paulo Rodrigues, presidente da direção da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia