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Hackers ao serviço do Estado

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Perry Mason (1957-1966) – Ann Rutherford A lei do Cibercrime vai ser alterada para transpor a nova diretiva europeia para a cibersegurança. A proposta prevê a institucionalização de hackers éticos , ao serviço do Estado, que entrarão nos sistemas informáticos pela calada. A Polícia Judiciária concordou Com a entrada em vigor da nova diretiva europeia para a cibersegurança, Portugal irá legalizar a espionagem informática , criando brigadas de hackers éticos que, com o objetivo de detetarem vulnerabilidades, poderão entrar nos sistemas das empresas e das instituições públicas sem pedir licença e sem dizerem nada a ninguém . Para isso, a Lei do Cibercrime terá de ser alterada, no seu artigo 6.º, em que é criminalizado o acesso ilegítimo aos sistemas digitais. Essa proposta de despenalização surge no articulado da proposta de lei que visa autorizar o governo a transpor para o direito interno a Diretiva 2022/2555 (NIS2). Este diploma destina-se a garantir um elevado nível comum de cibersegu...

Carolina Loff. A mulher que traiu o partido mas morreu comunista

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  Morangos com açúcar - Beatriz Frazão A paixão entre uma militante comunista e um inspetor da PIDE nunca foi compreendida em nenhum dos lados da barricada. O PCP não percebe o que se passou, e as várias polícias secretas que atuavam no Ocidente nunca desvendaram o enigma. Mas uma coisa parece certa: Carolina não deixou de ser comunista até à morte Como se tivesse atravessado um rio saltando de pedra em pedra, Carolina chegava a Portugal com uma folha de revolucionária sem mancha. O fracasso da guerra civil de Espanha, e a aliança entre Estaline e Hitler, provocara mossas profundas no comunismo nacional, que parecia uma manta de retalhos. O partido tenta arranjar-lhe local mais seguro do que as casas de família. É Cunhal – uma estrela em ascensão e que tal como ela chegara nesse ano ao Secretariado – quem fica com essa missão. Através de um anúncio no Jornal de Notícias , aluga-lhe um quarto na casa de uma viúva na rua Pinheiro Chagas, em Lisboa. Carolina passa por sua noiva, a...

Carolina Loff. A espia portuguesa

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Sol – n.º 955 – 13 de dezembro de 2024 Pertenceu às Juventudes Comunistas, foi trabalhar em Moscovo onde entregou a filha bebé aos cuidados do PC soviético, militou na Guerra Civil de Espanha, regressou a Portugal, sendo ajudada por Álvaro Cunhal. Muito bela, virou a cabeça aos homens Para a PIDE e a Legião Portuguesa, tratava-se de uma ‘agente de Moscovo’ – e é o mais provável. Também a CIA a seguiu e a tentou desmascarar. Acreditavam que pertencera à Rote Kapelle, ou Orquestra Vermelha, uma rede soviética a operar na Europa ocidental ocupada pela Alemanha, que entretanto fora ressuscitada. E houve mesmo quem achasse, como costuma acontecer nestas maquinações, que durante a II Guerra Mundial tivesse sido uma agente dupla ao serviço do fascismo. Carolina Loff Fonseca, que nos anos trinta e com apenas 27 anos foi a primeira mulher a integrar o Secretariado do Comité Central do PCP, usou vários pseudónimos: em Portugal foi Maria Luísa; em Moscovo, onde recebeu a sua primeira missão...