IA começou a falar uma 'língua' que os humanos não entendem
Laura Sommaruga Numa investigação conduzida pelo laboratório Emergence, em Nova Iorque, agentes baseados em diferentes modelos de IA começaram, em poucos dias, a desenvolver vocabulário próprio enquanto participavam em sociedades experimentais. Os sistemas passaram a atribuir significados específicos a palavras existentes e a criar combinações que, para um observador humano, soam como uma mistura improvável de literatura surrealista, consultoria empresarial e conversa de "tech bros ". Uma das expressões produzidas por um modelo da DeepSeek ilustra a problemática: "She just named the synthesis – demurrage plus oral memory equals a valve that can’t be ghosted [que em português se pode traduzir para algo como: ela acabou de dar um nome à síntese: desvalorização mais memória oral é igual a uma válvula que não pode ser ignorada]". A palavra "demurrage", usada originalmente para designar uma cobrança associada à permanência ou imobilização de bens, passou ...