Gastos com defesa ditados pela NATO abrem cenário de subida de impostos
O quadro é traçado no Boletim Trimestral de Economia, com as chancelas do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais do Ministério das Finanças e da Direção-Geral da Economia. Um reforço do investimento em “capacidades militares essenciais” para um volume de 3,5 por cento do PIB pode implicar, até 2035, um aumento de “imposto direto sobre as famílias” em 2,6 pontos percentuais , mesmo que esta via venha também a produzir resultados “positivos” para o desempenho económico do país. É o que aponta o Boletim Trimestral de Economia Portuguesa, documento do ministério das Finanças conhecido esta quinta-feira. “A despesa com defesa voltou a ocupar um lugar central na agenda europeia. Na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia e da maior pressão para que os países europeus da NATO assumam uma parcela superior do esforço de segurança, a Cimeira da NATO de Haia, em 2025, definiu um novo compromisso: até 2035, os Estados-membros deverão investir cinco por cento d...