Rei de Marrocos e Netanyahu estão por detrás da invasão migratória em Espanha, diz historiador
Em menos de 24 horas, cerca de 60 mil migrantes, na sua maioria jovens marroquinos, atravessaram ou tentaram atravessar a fronteira entre Marrocos e Ceuta, enclave espanhol no Norte de África. A travessia em massa, por terra e a nado, provocou dezenas de mortes, levando o governo espanhol a mobilizar o Exército. Do outro lado do Atlântico, Donald Trump ilibou Marrocos de qualquer responsabilidade, atribuindo a crise a «políticas globalistas de extrema-esquerda», e aproveitou para advertir que os Estados Unidos «estarão como Ceuta dentro de três anos» caso os democratas regressem ao poder. A imprensa brasileira limitou-se a noticiar o episódio como uma «crise migratória» e uma «falha da humanidade», optando por ignorar a estratégia geopolítica de grande escala que, segundo esta interpretação, esteve deliberadamente por detrás da travessia. Para o historiador espanhol Isaac Giribet, o episódio não foi espontâneo. Sustenta não ter dúvidas de que existiu uma articulação entre Marroco...