Vídeo (de IA) com Trump a pedir ajuda a aliados torna-se viral nas redes
O
vídeo, criado através de inteligência artificial, mostra Donald Trump a pedir
aos líderes mundiais que o ajudam a reabrir o Estreito de Ormuz. No entanto, os
aliados acabam por fazer troça do norte-americano, deixando-o sozinho
Desde o início do conflito no Médio Oriente, há cerca de
três semanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem vindo a instar
uma coligação naval para enviar navios de guerra com o objetivo de garantir e
reabrir o Estreito de Ormuz, ligação principal por onde passam cargueiros que
transportam petróleo.
No entanto, a proposta tem vindo a ser rejeitada por vários
líderes mundiais, que não são a favor da guerra espoletada em 28 de fevereiro.
Tendo como tópico estas recusas, um vídeo criado por
inteligência artificial (IA) tornou-se viral nas redes sociais, mostrando a
'solidão' de Donald Trump.
Nas imagens, aparece o norte-americano a segurar uma placa
de cartão que diz: "Ajudem-me! Vamos abrir o Estreito de Ormuz".
Surge depois um carro onde estão o presidente francês,
Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. O carro finge
que vai parar, acabando por seguir em frente com os dois líderes a fazerem
troça de Trump.
Segundos depois, aparecem o presidente da Coreia do Sul, Lee
Jae-myung, e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi... que também não
param o veículo. Os dois surgem a cantar uma música infantil: "Remando o
barco, suavemente rio abaixo, alegremente, alegremente".
E, por fim, um último carro. Desta vez, os passageiros são o
presidente russo, Vladimir Putin, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un,
que vão a ouvir uma música de rap. O carro onde seguem passa por cima de uma
poça de água que acaba por respingar em Donald Trump.
"Porque é que ninguém me ajuda a abrir o Estreito de
Ormuz?", questiona o norte-americano no final do vídeo, aparecendo, de
novo, Putin e Kim Jong-un a rir.
De salientar que o Estreito de Ormuz, situado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é uma das principais rotas energéticas mundiais, por onde transita cerca de um quinto da produção global de petróleo e do gás natural liquefeito.
Teerão tem ameaçado tornar a passagem intransitável em
retaliação pelos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão, numa
tentativa de pressionar os Estados Unidos através do impacto nos mercados
energéticos globais.
No domingo, o presidente norte-americano, Donald Trump,
apelou à China e à NATO para ajudarem a reabrir a rota marítima.
Dados da empresa Lloyd's List Intelligence indicam que 77
navios atravessaram o Estreito de Ormuz na sexta-feira, desde o início da
guerra no Médio Oriente.
Segundo a mesma fonte, a maioria desses navios pertence à
chamada "frota fantasma", composta por embarcações que operam fora
dos sistemas tradicionais de seguro e rastreamento marítimo, frequentemente
utilizadas para transportar petróleo sujeito a sanções ou contornar
regulamentações.
Desde 1 de março, pelo menos 20 embarcações comerciais,
incluindo nove petroleiros, foram atacadas ou reportaram incidentes na região,
segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO.
A Organização Marítima Internacional (OMI) registou 16
incidentes no mesmo período, oito dos quais envolvendo navios-tanque de
petróleo.
Já esta segunda-feira, Donald Trump apontou o dedo aos seus
aliados da NATO, dizendo que sempre que precisaram de ajuda, os Estados Unidos
ajudaram.
Fonte: Notícias ao Minuto, 16 de março de 2026

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