A “Muralha Verde” da China ia ser a solução para a desertificação. Criou um problema maior
Beyond paradise O maior projeto de reflorestação do mundo trouxe inadvertidamente um surto imparável de alergias na China. Agora as autoridades debatem-se entre refazer o que foi conseguido — ou ceder ao pólen Há mais de quatro décadas, a China empreendeu uma das maiores proezas ambientais da história moderna : travar a desertificação que ameaçava vastas regiões do norte do país . Para tal, ergueu uma imensa muralha, não de pedra, mas de árvores — com o objetivo de acalmar as tempestades de areia e recuperar terras perdidas pela erosão. O que começou como uma ambiciosa experiência ecológica tornou-se numa das maiores campanhas de reflorestação do mundo. E essa “Grande Muralha Verde” conseguiu conter o avanço de desertos como o Gobi ou o Taklamakan . Mas também semeou, literalmente, um novo problema: um surto imparável de alergias , conta o El Confidencial . Desde 1978, o governo chinês plantou mais de 66 mil milhões de árvores numa extensão de 4500 km, que cobrem províncias como a Mong...