Macron fala com Frederiksen sobre a Gronelândia e acelera abertura de consulado

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O presidente francês, Emmanuel Macron, teve hoje uma conversa telefónica com a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, num momento de tensões sobre uma possível anexação da Gronelândia pelos Estados Unidos, e com Paris a acelerar a abertura de um consulado nesse território.

Fontes do palácio presidencial francês informaram o canal BFMTV sobre essa conversa, ao mesmo tempo que indicaram que o Eliseu leva a questão relativa à Gronelândia "muito a sério" e multiplica os contactos com outros países para estudar as "diferentes opções".

Esta nova conversa ocorre depois de Macron ter rejeitado na semana passada "o novo colonialismo e o novo imperialismo" dos Estados Unidos.

Em paralelo, a ministra francesa da Defesa, Catherine Vautrin, afirmou na televisão LCI que Paris abrirá "nos próximos dias" um consulado na capital da Gronelândia, Nuuk, como Macron se tinha comprometido a fazer em junho passado durante uma visita aquele território administrado pela Dinamarca.

A rádio pública France Info indicou que os preparativos para abrir o consulado começarão no próximo mês, para que esteja pronto antes do verão.

Um enviado do ministério dos Negócios Estrangeiros francês viajará para Nuuk no próximo mês para procurar o local do consulado.

Apesar de haver apenas seis franceses residentes na Gronelândia, França aspira a que esta delegação tenha competências reforçadas de apoio às missões científicas que anualmente são lançadas naquele território e que apoie as empresas francesas que pretendam instalar-se lá.

Mas a iniciativa tem, acima de tudo, um forte conteúdo simbólico perante as ambições de Trump.

No domingo, Trump reiterou que os EUA vão apoderar-se "de uma forma ou de outra" da Gronelândia, alegando precisar de um "título de propriedade" sobre o território.

No início da semana, o presidente norte-americano reconheceu que podia ter de escolher entre a preservação da integridade da NATO e o controlo da Gronelândia.

As declarações de Trump têm provocado crescente preocupação entre os aliados europeus e reforçado o debate sobre a importância estratégica do Ártico no quadro da segurança euro-atlântica.

Fonte: Lusa, 12 de janeiro de 2026

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