Macron fala com Frederiksen sobre a Gronelândia e acelera abertura de consulado
Perry Mason
(1957-1966) – Neil Hamilton, Bette Davis
O presidente francês, Emmanuel Macron, teve hoje uma
conversa telefónica com a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen,
num momento de tensões sobre uma possível anexação da Gronelândia pelos Estados
Unidos, e com Paris a acelerar a abertura de um consulado nesse território.
Fontes do palácio presidencial francês informaram o canal BFMTV
sobre essa conversa, ao mesmo tempo que indicaram que o Eliseu leva a questão relativa à Gronelândia
"muito a sério" e multiplica os contactos com outros
países para estudar as "diferentes opções".
Esta nova conversa ocorre depois de Macron ter rejeitado na
semana passada "o novo colonialismo e o novo imperialismo" dos
Estados Unidos.
Em paralelo, a ministra francesa da Defesa, Catherine
Vautrin, afirmou na televisão LCI que Paris abrirá "nos próximos
dias" um consulado na capital da Gronelândia, Nuuk, como Macron se tinha
comprometido a fazer em junho passado durante uma visita aquele território
administrado pela Dinamarca.
A rádio pública France Info indicou que os
preparativos para abrir o consulado começarão no próximo mês, para que esteja
pronto antes do verão.
Um enviado do ministério dos Negócios Estrangeiros francês
viajará para Nuuk no próximo mês para procurar o
local do consulado.
Apesar de haver apenas seis franceses residentes na Gronelândia, França aspira a
que esta delegação tenha competências reforçadas de apoio às missões
científicas que anualmente são lançadas naquele território e que apoie as
empresas francesas que pretendam instalar-se lá.
Mas a iniciativa tem, acima de tudo, um forte conteúdo
simbólico perante as ambições de Trump.
No domingo, Trump reiterou que os EUA vão apoderar-se
"de uma forma ou de outra" da Gronelândia, alegando precisar de um
"título de propriedade" sobre o território.
No início da semana, o presidente norte-americano reconheceu
que podia ter de escolher entre a preservação da integridade da NATO e o
controlo da Gronelândia.
As declarações de Trump têm provocado crescente preocupação
entre os aliados europeus e reforçado o debate sobre a importância estratégica
do Ártico no quadro da segurança euro-atlântica.
Fonte: Lusa, 12 de janeiro
de 2026

Comentários
Enviar um comentário