Global Media muda hoje de mãos: fecho da venda dos títulos à Notícias Ilimitadas está marcado para esta terça-feira
Seinfeld - Jason
Alexander, Michael Richards, Sheree North
O fecho do negócio da venda do ‘Jornal de Notícias’ (JN) e
‘TSF’, entre outros títulos da Global Media à Notícias Ilimitadas (NI), está
agendada para esta terça-feira, conforme relatou a Lusa junto de fontes
próximas do processo.
Além do ‘JN’ e ‘TSF’, o negócio envolve a compra pela NI do
Jornal de Notícias, Jornal de Notícias História, os ‘sites’ NTV e Delas,
Notícias Magazine, O Jogo, Volta ao Mundo e Evasões.
Em 5 de junho, a Autoridade da Concorrência (AdC) considerou
que a compra de títulos da Global Media Group (GMG) pela Notícias Ilimitadas
não constituía uma operação de concentração.
A Notícias
Ilimitadas é
detida pela Verbos Imaculados,
que se dedica à produção, edição, venda e distribuição de jornais e revistas a
outros meios de comunicação social.
A Verbos
Imaculados, que é a empresa-mãe, tem como acionistas a Ilíria, do empresário Alexandre Bobone,
que passou a deter 35% depois de a OTI Investimentos, controlada pela família do empresário Diogo Freitas, ter
desinvestido nos média e vendido a sua participação de 25%. A Parsoc tem 30%, Domingos Andrade 20% e a Mesosystem 15%.
A empresa-mãe detém 70% da Notícias Ilimitadas, sendo que dentro desta
participação 9% é de uma cooperativa de jornalistas. A GMG fica com 30% da NI.
Para a mesma altura está também prevista a conclusão da
compra da posição que o fundo WOF (World Opportunity Fund) tem
na Páginas Civilizadas.
De acordo com um comunicado da Comissão de Trabalhadores
(CT) da Lusa, de 18 de julho, que cita o presidente da empresa, há um “acordo
de princípio” para a compra das participações que a Global Media e a Páginas
Civilizadas detêm da agência pelo Estado (total de 45,71%).
Nessa reunião, o presidente do Conselho de Administração
disse esperar que o negócio “possa estar concluído até ao final deste mês”.
A Lusa é detida em 50,15% pelo
Estado, tendo como acionistas privados a GMG, com 23,36%, as Páginas Civilizadas,
empresa do Grupo Bel, do
empresário Marco Galinha, com 22,35%, a NP – Notícias de Portugal, detentora de 2,72%,
e o Público, com
1,38%.
A RTP detém 0,03% da Lusa, enquanto O Primeiro de Janeiro,
SA e a Empresa do Diário do Minho, Lda. possuem, cada um, uma posição de 0,01%
da agência noticiosa portuguesa.
Fonte: Executive Digest, 30 de julho de 2024
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