Bill Gates diz "lamentar cada minuto" passado com Epstein
O.P.J. Pacifique Sud (2019) - Amanda Chevassus
O multimilionário americano Bill Gates afirmou, numa
entrevista transmitida esta noite, que "lamenta cada minuto" passado
com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, mas garante não ter nada de que se
censurar, enquanto a sua ex-mulher defende que ele explique a relação.
Um rascunho de e-mail de Jeffrey Epstein divulgado a 30 de
janeiro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, no lote de documentos
provenientes do caso Epstein, menciona relações
extraconjugais de Bill Gates, o cofundador da Microsoft.
O divórcio do cofundador da Microsoft em 2021 tinha sido
motivado, nomeadamente, pela sua relação com o criminoso sexual, que morreu na
prisão em 2019.
Nesta mensagem, que não
parece ter sido enviada, Jeffrey Epstein vangloriava-se de ter ajudado
"Bill" a obter medicamentos para "remediar as consequências de
relações sexuais com raparigas russas".
Questionada pela rádio e televisão pública americana NPR
sobre as últimas revelações em torno do caso Epstein, Melinda French Gates, a
ex-mulher de Bill Gates afirmou na terça-feira que compete a Bill Gates e a
outros dar explicações.
"Estas questões são para essas pessoas e até para o meu
ex-marido, são eles que devem responder, não eu", afirmou.
"Estou tão feliz por me ter afastado de toda esta
lama", acrescentou, confirmando o papel desempenhado na sua separação pela
relação passada entre Bill Gates e Jeffrey Epstein.
Bill Gates negou as alegações contidas neste rascunho de
e-mail numa entrevista ao canal australiano 9News, tal como já tinha
feito a Fundação Gates na semana passada, denunciando "acusações absolutamente absurdas vindas de um notório mentiroso".
"Este e-mail nunca foi enviado e era falso, por isso não sei o que ele
pensava fazer com ele", declarou o multimilionário.
"Lamento cada minuto que passei com ele, lamento e peço
desculpa", afirmou, considerando que "faz parte das muitas pessoas
que se arrependem de o terem conhecido".
Bill Gates adiantou que esteve com Jeffrey Epstein apenas em
jantares, mas disse nunca ter ido à sua ilha nem ter "conhecido
mulheres" por intermédio dele.
"Quanto mais informações surgirem, mais ficará claro
que, embora esse período tenha sido um erro, isso não teve nada a ver com esse
tipo de comportamento", acrescentou o empresário.
Os "mais de três milhões de páginas" de documentos
publicados a 30 de janeiro não contêm nenhum elemento novo que possa levar a
processos adicionais, tinha já avisado o número dois do Departamento de Justiça
dos EUA, Todd Blanche. A simples menção do nome de uma pessoa no processo
Epstein não implica a priori qualquer ato ilícito da parte dessa pessoa,
acrescentou.
Mas estes documentos mostram, pelo menos, ligações entre o
criminoso sexual ou o seu círculo e certas personalidades que frequentemente
minimizaram, ou até negaram, a existência de tais relações.
Epstein morreu a 10 de agosto de 2019 numa prisão federal de
Nova Iorque, após ter sido acusado de múltiplos crimes de tráfico sexual de
jovens mulheres e raparigas menores de idade que poderiam resultar numa pena de
prisão de até 45 anos.
Fonte: TVI Notícias, 5 de fevereiro
de 2026

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