Casa Branca confirma apoio na operação que abateu Rubén Nemesio Oseguera, líder de cartel mexicano

O líder do Cartel Jalisco Nueva Generación "era um alvo prioritário para os governos do México e dos Estados Unidos", confirmou Karoline Leavitt, a porta-voz da Casa Branca

A Administração do presidente Donald Trump confirmou este domingo que os Estados Unidos prestaram apoio de informações ao governo mexicano para desenvolver a operação que resultou na morte do líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG).

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou numa publicação na sua conta na rede social X que a Administração norte-americana ajudou na operação que levou à morte de Rubén Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, em Talpalpa, uma cidade do estado mexicano de Jalisco.

“Mencho era um alvo prioritário para os governos do México e dos Estados Unidos, uma vez que era um dos principais traficantes de fentanil para o nosso país”, disse Leavitt sobre o líder abatido do cartel.

De acordo com a Casa Branca, outros três membros do CJNG foram abatidos, três ficaram feridos e dois foram detidos.

Um funcionário do Departamento de Defesa dos Estados Unidos tinha adiantado ao Washington Post que a Força de Tarefa Interinstitucional Conjunta Anticartel (JIATF-CC, ma sigla em inglês), uma unidade de inteligência recém-formada sob a supervisão do Comando Norte dos Estados Unidos, tinha sido fundamental para a operação em que o líder do cartel foi morto.

Oseguera Cervantes, de 56 anos, era um dos criminosos mais procurados pelas autoridades mexicanas e norte-americanas, que ofereciam uma recompensa de 15 milhões de dólares (12,7 milhões de euros) por informações que levassem à sua captura.

“O presidente Trump foi muito claro: os Estados Unidos garantirão que os narcoterroristas que enviam drogas letais para o nosso país sejam obrigados a enfrentar a justiça que merecem há muito tempo”, escreveu a porta-voz.

Além disso, Leavitt fez saber que a Casa Branca “elogia e agradece” ao exército mexicano a cooperação e a execução bem-sucedida da operação.

Os Estados Unidos acusavam Oseguera Cervantes de liderar um “reinado de terror” no México e de destruir “inúmeras vidas” com o tráfico de fentanil.

Washington incluiu o CJNG na lista de organizações terroristas no ano passado.

Fonte: Observador, 23 de fevereiro de 2026

Tramado por uma namorada: a operação que terminou na captura do traficante mais procurado do México

Uma grande operação militar com um só objetivo: apanhar um dos piores traficantes de droga do mundo

Com esta premissa, até o melhor Exército do mundo teria de ter um plano cuidadosamente gizado, mas foi a partir de algo bem mais prosaico que autoridades do México conseguiram chegar a Nemesio “El Mencho” Oseguera.

De acordo com o ministro da Defesa, Ricardo Trevilla Trejo, esta operação foi levada a cabo após o cruzamento de informações obtidas por México e Estados Unidos, que conseguiram localizar “um associado de confiança de uma das parceiras românticas de ‘El Mencho’”.

Encontrada a mulher já no sábado, bastou seguir-lhe os passos em Tapalpa, no estado de Jalisco, onde rebentou um cenário semelhante a uma guerra depois da morte do criminoso mais procurado do país, espalhando o terror por um local habituado ao turismo.

“Depois, esta parceira encontrou-se com ‘El Mencho’ e a 21 de fevereiro deixou o local”, acrescentou o ministro da Defesa, explicando que as informações apontavam que o barão da droga tinha permanecido no mesmo local.

Cientes da dimensão de segurança em torno do traficante, as autoridades delinearam a operação naquele mesmo dia, acabando com o sucesso que se conhece, e que a presidente do México, Claudia Sheinbaum, pode agora apresentar ao homólogo norte-americano, Donald Trump.

“El Mencho” foi ferido nos primeiros minutos da operação, depois de a sua equipa ter resistido “muito violentamente”. Capturado, acabou por morrer a caminho da Cidade do México já nas mãos da polícia.

De acordo com as autoridades, o traficante e o seu “círculo próximo” ainda tentaram fugir para uma zona florestal nos arredores de Tapalpa, a partir de onde abriram fogo contra as autoridades, disparando até contra um helicóptero da Força Aérea, que foi obrigado a fazer uma aterragem de emergência.

Outros dois seguranças de “El Mencho” foram feridos na troca de tiros entre as partes, tendo ambos morrido a caminho do hospital. A eles, além do líder, juntam-se as mortes de outros cinco membros do cartel.

Aos 59 anos, “El Mencho” liderava um dos cartéis mais bem-sucedidos do mundo, o Cartel de Jalisco Nova Geração (CJNG), alcançando uma grande dimensão territorial no México e tornando-se parte ativa no tráfico de fentanil, além de outras drogas, para os Estados Unidos.

Assim que se soube da morte do traficante, o estado de Jalisco virou cenário de guerra, com confrontos violentos que obrigaram ao encerramento de cerca de 250 estradas, muitas delas cortadas com carros totalmente incendiados pelo meio.

De acordo com as autoridades locais, 81 lojas de conveniência e 22 agências do banco estatal foram atacadas desde a operação, havendo a contar já mais de 50 mortos - 25 da Guarda Nacional e 30 do CJNG.

“A coisa mais importante agora é garantir a paz e segurança para toda a população do México, e é isso que estamos a fazer”, vincou Claudia Sheinbaum, que espera ter refreado as intenções de Donald Trump de ordenar ataques localizados dentro do país.

Fonte: CNN Portugal, 23 de fevereiro de 2026

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