Eu sei quem é o monstro e não é a minha irmã. É a Virginia Giuffre
Ian
Maxwell afirmou que a irmã sofreu "consequências devastadoras" após o
testemunho de Virginia Giuffre, uma das vítimas de abuso sexual de Jeffrey
Epstein e também do ex-príncipe André Mountbatten-Windsor
O irmão de Ghislaine Maxwell, Ian Maxwell, acusou Virginia
Giuffre, uma das alegadas vítimas de Jeffrey Epstein, de ser um
"monstro", afirmando que a sua irmã é a verdadeira vítima.
"Eu sei quem é o monstro aqui e não é a minha irmã. É a
Virginia Giuffre e as suas mentiras que tiveram consequências devastadoras para
a Ghislaine. Não derramei uma lágrima quando ela morreu", começou por
dizer numa entrevista ao The Telegraph.
Virginia Giuffre, recorde-se, morreu no ano passado, aos 41
anos, depois de tirar a própria vida. A mulher acusou Jeffrey Epstein e o
ex-príncipe André Mountbatten-Windsor de abuso sexual.
Ian Maxwell apontou ainda que a sua irmã Ghislaine é um
"bode expiatório" dos crimes de Epstein e que está "do lado
certo da história".
"A minha irmã é um bode expiatório. Alguém tinha de
pagar o preço pelo que Epstein fez. O governo e os meios de comunicação
escolheram-na", afirmou, acrescentando que se o financista ainda estivesse
vivo era ele quem estaria preso e não a irmã.
Entre vários apontares de dedo, Ian Maxwell salientou que o
julgamento de Ghislaine "não foi justo" e que a sua "condenação
não é segura", reiterando que a irmã "não fez nada de errado" e
que a "condenação é ultrajante"
Comparou ainda a sentença da irmã à do rapper e empresário
Sean "Diddy" Combs, também conhecido como P. Diddy.
"Temos a situação do P. Diddy que compareceu em
tribunal - o mesmo tribunal federal que condenou Ghislaine Maxwell - com a
mesma acusação e recebeu uma pena de quatro anos e meio por agressão física
enquanto a minha irmã foi condenada a 20 anos", continuou.
Ian revelou ainda que soube da detenção da irmã através dos
noticiários, recordando que o FBI "enviou um helicóptero e 20 agentes
armados como se ela fosse uma ameaça para a sociedade".
Defendeu também que "as feministas deveriam apoiar
Ghislaine porque é uma mulher que foi tratada de forma abominável pelo
sistema", notando que há "ainda uma oportunidade de o presidente
Donald Trump responder ao seu pedido de clemência".
Ian Maxwell disse que fala com a irmã todos os dias, que
continua com o mesmo sentido de humor, apontando que a experiência da irmã
poderá "render um livro incrível".
Sobre os documentos de Jeffrey Epstein recentemente
divulgados, o irmão da ex-companheira do magnata afirmou que indicam que
Ghislaine "não teve um julgamento justo" e questionou: "Ela não
tem acesso a computadores, por isso não os pode ler. É de admirar que eu esteja
com raiva?".
O empresário assumiu-se como "porta-voz" da irmã,
sublinhando que a família continua unida a apoiar a condenada.
"Ela é a minha irmã mais nova e não há compaixão. Ela
precisa de alguém do seu lado e é aí que a família entra em cena",
indicou.
De recordar que Ghislaine Maxwell foi condenada a 20 anos de
prisão por ter ajudado Jeffrey Epstein a aliciar raparigas adolescentes para
serem abusadas sexualmente.
A sentença foi o culminar de uma acusação que detalhou que
Maxwell e Epstein ostentavam as suas riquezas e ligações com pessoas
proeminentes para preparar raparigas vulneráveis e depois explorá-las.
Fonte: Notícias ao Minuto, 21 de fevereiro de 2026

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