Ideologias da esquerda radical. Trump exige indemnização de mil milhões de dólares a Harvard
Perry Mason
(1957-1966) – Lee Bergere, Robert Middleton
Donald Trump exige uma indemnização de mil milhões de
dólares (cerca de 850 milhões de euros) à Universidade de Harvard. O presidente
norte-americano reabre a disputa com a instituição de ensino superior, acusando-a de ser "fortemente antissemita".
O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, está a pedir mil
milhões de dólares a Harvard, considerando que a instituição não está a fazer o
suficiente para combater o antissemitismo no campus da universidade.
As alegações surgem depois de o New York Times ter
noticiado que Trump teria desistido de um pedido anterior de 200 milhões de
dólares, devido à realização de protestos pró-Palestina no campus da
universidade e à implementação de políticas de diversidade e transgénero.
Na rede social Truth, Donald Trump desmentiu a versão do
jornal e aumentou a exigência para mil milhões de dólares. O presidente
norte-americano denunciou o “mau comportamento” da Universidade de Harvard por
“alimentar” a história “ao fracassado New York Times”.
Trump alega que a Universidade de Harvard viola os direitos
civis e é dominada por “ideologias da esquerda radical”.
Em resposta, Alan Garber, presidente da instituição de
ensino, rejeitou as acusações: “Como judeu e como americano, sei muito bem que
há preocupações válidas sobre o aumento do antissemitismo. Para lidar com isso
de forma eficaz, é necessário compreensão e vigilância. Continuaremos a
combater o ódio com a urgência que ele exige, à medida que cumprimos
integralmente nossas obrigações sob a lei”.
A administração Trump
reforça ainda que “não quer ter mais nada a ver com Harvard no futuro” e ameaça
o corte do financiamento em bolsas de investigação, considerando o método de
formação da universidade “totalmente inadequado”.
Esta não é a primeira vez que as duas partes entram em
conflito.
A Universidade de Harvard já havia processado o presidente
Donald Trump pela ameaça de retenção de milhares de milhões de dólares para
programas de investigação e exigência de encerramento de programas de
diversidade e inclusão no campus.
“Nenhum governo deve ditar o que as universidades podem
ensinar, quem podem admitir e contratar e que áreas de estudo e investigação
podem seguir. A universidade não desistirá da sua independência ou renunciará
aos seus direitos constitucionais”, defendeu Alan Garber, em abril do ano
passado.
Já em setembro, o juiz federal decidiu que Donald Trump
tinha cortado ilegalmente mais de dois mil milhões de dólares em bolsas para a
Universidade de Harvard.
O mesmo parece ter acontecido com as universidades de
Columbia, Penn e Brown, mas sem recorrerem aos tribunais. As instituições de
ensino superior estabeleceram, recentemente, acordos com Donald Trump para
manter o financiamento de Washington, que também estava em risco devido a
reivindicações semelhantes.
Fonte: RTP, 3 de fevereiro de 2026


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