Latinos e experientes: os 2 agentes que mataram Alex Pretti
Perry Mason
(1957-1966) – Constance Ford, Robert Foulk, Pepper Curtis
A identidade dos dois agentes que dispararam contra Alex
Pretti — o enfermeiro norte-americano que foi morto no dia 24 de janeiro
enquanto se manifestava contra as operações anti-imigração na cidade de
Minneapolis — foi revelada pela organização jornalística de investigação
ProPublica. São Jesus Ochoa, de 43 anos, e de Raymundo Gutierrez, de 35, ambos
de origem latina e destacados para o estado do Minnesota no âmbito da Operação
“Metro Surge”, ordenada por Donald Trump.
Ochoa integra,
segundo a mesma organização, a Patrulha Fronteiriça dos Estados Unidos (USBP,
na sigla em inglês) desde 2018 e é licenciado em
Justiça Penal. Sempre quis trabalhar nesta força de segurança e é um
entusiasta de armas de fogo, tendo na sua posse “cerca de 25 espingardas,
pistolas e caçadeiras”. Gutierrez,
por sua vez, entrou para a agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP,
na sigla inglesa, que é uma organização federal irmã do ICE) em 2014 e pertence à equipa de resposta especial para operações de
alto risco.
Os dois agentes estão suspensos de funções. O departamento
do governo federal norte-americano disse à televisão Fox News que este
tipo de licença administrativa é “parte dos procedimentos padrão” nestes casos
e que “não deve ser visto como qualquer suspeita de irregularidades”.
A organização ProPublica defendeu a decisão de revelar os
nomes dos dois agentes: “Acreditamos que poucas investigações merecem tanta
transparência e escrutínio público como esta. Dois polícias mascarados
dispararam dez tiros contra Pretti enquanto este estava caído no chão depois de
ter sido atingido por gás pimenta”, lê-se na nota, que acrescenta que “os
membros do Congresso, os procuradores-gerais estaduais e os antigos
funcionários federais concordam que a política de ocultar a identidade dos
polícias, especialmente após tiros em público, representa um claro desvio dos
protocolos policiais padrão”.
A morte de Alex Pretti ocorreu há pouco mais de uma semana,
após um confronto dos agentes federais com o enfermeiro dos cuidados intensivos
num hospital para veteranos e que acabou com a sua morte. A confirmação de que
tinham sido dois agentes a disparar chegou nas primeiras informações que foram
sendo reveladas do relatório preliminar do departamento.
Esta foi a segunda morte em Minneapolis às mãos das
autoridades anti-imigração, após Renee Good ter sido atingida por um agente do
Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) no passado dia 8 de janeiro. A identidade do polícia que matou Good também é conhecida:
Jonathan Ross.
Fonte: Observador, 2 de fevereiro de 2026

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