No Super Bowl, o vestido de Lady Gaga escondia um detalhe altamente simbólico
Perry Mason
(1957-1966) – Barbara Hale, Raymond Burr, Robert J. Wilke
A cantora e compositora Lady Gaga surpreendeu recentemente o
público do Super Bowl ao juntar-se ao rapper e cantor porto-riquenho Bad Bunny
em palco, numa atuação eletrizante e carregada de simbolismo cultural. Para lá
da música, o seu vestido azul foi um dos temas mais comentados da noite.
Uma homenagem cultural materializada num vestido
Durante o espetáculo do intervalo do Super Bowl, Lady Gaga
envergou um vestido azul-celeste de inspiração flamenca, criado especialmente
para a ocasião pelo estilista dominicano-americano Raul López, fundador da
marca Luar. A escolha do azul não foi insignificante: remete para determinadas
versões históricas da bandeira de Porto Rico, frequentemente associadas a
movimentos independentistas e a um forte sentimento de orgulho cultural. Esta
tonalidade clara e vibrante complementou de forma exemplar o tema
latino-americano da atuação de Bad Bunny.
Uma flor carregada de significado
Um detalhe particularmente simbólico foi o broche que representava a Flor de Maga, a flor nacional de Porto Rico, colocado junto ao coração
de Lady Gaga. Para além de ser uma referência botânica local, esta
flor tornou-se um verdadeiro emblema da identidade porto-riquenha. Ao usá-la,
Lady Gaga reforçou visualmente a homenagem prestada ao artista principal da
noite e à sua comunidade.
Um criador em destaque
O vestido foi desenhado pela Luar, uma marca que cruza
influências caribenhas com o streetwear nova-iorquino. O seu fundador, Raul
López, é conhecido por valorizar as raízes culturais nos seus designs. Esta
aparição no palco mais visto do ano constituiu uma montra de enorme
visibilidade para a marca, frequentemente elogiada pela combinação de texturas,
cores e silhuetas inspiradas nas culturas dominicana e latino-americana.
Um momento que transcende a moda
Para além do impacto estético, o figurino de Lady Gaga
integrou uma celebração mais ampla da cultura porto-riquenha e
latino-americana, amplificada pela atuação de Bad Bunny — o primeiro artista a
cantar quase integralmente em espanhol no Super Bowl. Este vestido simbólico,
com as suas nuances cromáticas, corte e acessórios, ajudou a transformar o
momento num acontecimento cultural tanto quanto numa afirmação de moda,
reforçando a força da mensagem artística transmitida em palco.
Reações e repercussões
Nas redes sociais, as reações multiplicaram-se: fãs e
comentadores elogiaram não só a performance vocal de Lady Gaga, mas também o
poder narrativo do seu figurino. Para muitos, o vestido azul e o broche não
foram apenas escolhas estilísticas, mas uma declaração de união e respeito por
um património cultural celebrado no coração de um dos eventos mais vistos do
mundo.
Em suma, este vestido não foi apenas uma peça de vestuário:
funcionou como uma ponte simbólica entre artistas, culturas e público, tornando
esta aparição no Super Bowl ainda mais memorável.
Fonte: The Body Optimist, 9 de fevereiro de 2026



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