No Super Bowl, o vestido de Lady Gaga escondia um detalhe altamente simbólico

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A cantora e compositora Lady Gaga surpreendeu recentemente o público do Super Bowl ao juntar-se ao rapper e cantor porto-riquenho Bad Bunny em palco, numa atuação eletrizante e carregada de simbolismo cultural. Para lá da música, o seu vestido azul foi um dos temas mais comentados da noite.

Uma homenagem cultural materializada num vestido

Durante o espetáculo do intervalo do Super Bowl, Lady Gaga envergou um vestido azul-celeste de inspiração flamenca, criado especialmente para a ocasião pelo estilista dominicano-americano Raul López, fundador da marca Luar. A escolha do azul não foi insignificante: remete para determinadas versões históricas da bandeira de Porto Rico, frequentemente associadas a movimentos independentistas e a um forte sentimento de orgulho cultural. Esta tonalidade clara e vibrante complementou de forma exemplar o tema latino-americano da atuação de Bad Bunny.

Uma flor carregada de significado

Um detalhe particularmente simbólico foi o broche que representava a Flor de Maga, a flor nacional de Porto Rico, colocado junto ao coração de Lady Gaga. Para além de ser uma referência botânica local, esta flor tornou-se um verdadeiro emblema da identidade porto-riquenha. Ao usá-la, Lady Gaga reforçou visualmente a homenagem prestada ao artista principal da noite e à sua comunidade.

Um criador em destaque

O vestido foi desenhado pela Luar, uma marca que cruza influências caribenhas com o streetwear nova-iorquino. O seu fundador, Raul López, é conhecido por valorizar as raízes culturais nos seus designs. Esta aparição no palco mais visto do ano constituiu uma montra de enorme visibilidade para a marca, frequentemente elogiada pela combinação de texturas, cores e silhuetas inspiradas nas culturas dominicana e latino-americana.

Um momento que transcende a moda

Para além do impacto estético, o figurino de Lady Gaga integrou uma celebração mais ampla da cultura porto-riquenha e latino-americana, amplificada pela atuação de Bad Bunny — o primeiro artista a cantar quase integralmente em espanhol no Super Bowl. Este vestido simbólico, com as suas nuances cromáticas, corte e acessórios, ajudou a transformar o momento num acontecimento cultural tanto quanto numa afirmação de moda, reforçando a força da mensagem artística transmitida em palco.

Reações e repercussões

Nas redes sociais, as reações multiplicaram-se: fãs e comentadores elogiaram não só a performance vocal de Lady Gaga, mas também o poder narrativo do seu figurino. Para muitos, o vestido azul e o broche não foram apenas escolhas estilísticas, mas uma declaração de união e respeito por um património cultural celebrado no coração de um dos eventos mais vistos do mundo.

Em suma, este vestido não foi apenas uma peça de vestuário: funcionou como uma ponte simbólica entre artistas, culturas e público, tornando esta aparição no Super Bowl ainda mais memorável.

Fonte: The Body Optimist, 9 de fevereiro de 2026

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