O gabinete de segurança israelita aprova a revogação das leis fundiárias da Cisjordânia para "permitir o desenvolvimento acelerado dos colonatos"
Perry Mason
(1957-1966) – Clinton Sundberg, Russell Collins
A
legislação, aprovada quando o território estava sob controlo jordano, impedia a
venda de terras a não muçulmanos
O gabinete de segurança de Israel aprovou uma série de
medidas para acelerar o desenvolvimento de colonatos na Cisjordânia, incluindo
a revogação de uma lei que impedia a venda de terras no território a não
muçulmanos.
A medida, impulsionada pelo ministro da Defesa, Israel Katz,
e pelo ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, visa "permitir que os
judeus comprem terras na [Cisjordânia] da mesma forma que compram [terras] em
Telavive ou Jerusalém", segundo a declaração conjunta dos dois.
De acordo com o plano, o registo de terrenos na Cisjordânia,
que até então era secreto, será aberto ao público, o que significa que os
potenciais compradores em Israel poderão contactar os proprietários com o objetivo
de comprar imóveis.
O gabinete revogou também uma disposição legal com décadas,
remanescente do controlo jordano do território, que restringia a venda de
terras apenas a compradores muçulmanos.
Assim, judeus, cristãos e outros israelitas poderão adquirir
propriedades na Cisjordânia da mesma forma que fariam em Israel.
O plano também elimina a exigência de obter uma licença de
transação do registo predial para vender terrenos na Cisjordânia.
Em vez disso, os vendedores só terão de cumprir “condições
mínimas profissionais”, o que, segundo os ministros, removerá “um grande
obstáculo no mercado imobiliário local”.
As alterações “visam remover barreiras de décadas, revogar a
legislação discriminatória da Jordânia e permitir o desenvolvimento acelerado
dos colonatos no terreno”, afirmaram Smotrich e Katz.
Para além das aquisições de terrenos, o plano expande os
poderes administrativos israelitas nas Áreas A e B, tal como definidas pelos
Acordos de Oslo.
Embora a Área C, que inclui a maioria dos colonatos, seja
totalmente gerida por Israel, a Área A está sob o controlo da Autoridade
Palestiniana (AP) e a Área B é gerida conjuntamente pelos dois lados, cabendo a
Israel a responsabilidade pela segurança.
Israel terá agora poderes de fiscalização alargados sobre
violações relacionadas com a água e riscos ambientais que possam ter impacto
noutras áreas do território, bem como danos em sítios arqueológicos.
Significativamente, Israel também assumirá a autoridade
sobre as licenças de construção em Hebron, incluindo o Túmulo dos Patriarcas,
que era anteriormente da câmara de Hebron, subordinada à AP.
As alterações às construções em Hebron vão passar a exigir
apenas a aprovação das autoridades de defesa israelitas, em vez da aprovação
tanto da câmara municipal como da Administração Civil do ministério da Defesa
de Israel.
Fonte: The Jewish Chronicle, 9 de fevereiro de 2026
Trump opõe-se à anexação da Cisjordânia por Israel, afirma funcionário da Casa Branca
Um funcionário da Casa Branca reiterou esta segunda-feira a oposição do presidente dos EUA, Donald Trump, à anexação da Cisjordânia por Israel, segundo a Reuters.
"Uma Cisjordânia estável mantém Israel seguro e está em consonância com o objetivo deste governo de alcançar a paz na região", afirmou o funcionário.
Fonte: CNN Portugal, 10 de fevereiro de 2026

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