Prestianni revela à UEFA o insulto que dirigiu a Vinícius Júnior
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Gianluca
Prestianni terá dito à UEFA que dirigiu um insulto homofóbico, e não racista, a
Vinícius Júnior, na derrota sofrida pelo Benfica ante o Real Madrid, no Estádio
da Luz, por 0-1
A estação televisiva argentina TyC Sports adianta,
este sábado, que Gianluca Prestianni já terá apresentado à UEFA a sua versão
dos acontecimentos que 'mancharam' o encontro da primeira mão dos playoffs de
acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, que culminou com uma derrota
do Benfica ante o Real Madrid, no Estádio da Luz, por 1-0.
No âmbito do processo de inquérito movido pelo organismo que
rege o futebol europeu, o internacional albiceleste terá apresentado provas em
como terá chamado "maricón"
("maricas", em português, um insulto homofóbico) e não "mono"
("macaco", em português, um insulto racista) a Vinícius Júnior, ao
contrário do que este comunicou ao árbitro francês François Letexier.
Um desenvolvimento que vai, de resto, ao encontro das
declarações prestadas pelo francês Aurélien Tchouaméni, após o apito final, na
zona de entrevistas rápidas da estação televisiva espanhola Movistar+, a
propósito do encontro que, desde então, tem motivado uma acesa discussão, no
futebol mundial.
"A verdade é que isto não pode acontecer. Disseram-nos
que o rapaz [Prestianni] lhe chamou 'mono', com a camisola a tapar a boca.
Depois, ele diz que não disse nada, que disse 'maricón', mas não interessa.
Falámos como equipa, e o Vini disse-nos que tínhamos de continuar a jogar. Não
sei o que dizer. Falaremos. Isto não pode acontecer", atirou.
O processo está, neste momento, nas mãos de um inspetor
independente nomeado pela UEFA, que poderá demorar até três semanas a recolher
todas as provas inerentes ao mesmo. Caso venha a ser considerado culpado de
cometer um ato racista, o jogador dos encarnados poderá ser castigado com até
dez partidas de suspensão.
Afinal, o que se passou no relvado do Estádio da Luz?
Este caso, recorde-se, teve lugar na passada terça-feira.
Tudo começou à passagem dos 50 minutos, quando Vinícius Júnior marcou o
(grande) golo que acabou por fazer a diferença, o qual festejou de forma
considerada provocadora por François Letexier, que acabou mesmo por exibir-lhe
o cartão amarelo.
Instalou-se, então, a confusão, no relvado do Estádio da
Luz, no meio da qual o internacional brasileiro saiu 'disparado' na direção do
árbitro francês, ao qual comunicou que Gianluca Prestianni lhe teria chamado
"macaco", o que levou a que fosse ativado, de imediato, o protocolo antirracismo
estabelecido pela UEFA.
O encontro esteve interrompido durante, sensivelmente, dez
minutos, sendo que, pelo meio, o argentino foi, também ele, admoestado com uma
cartolina amarela. Apesar do episódio de tensão, o duelo acabou mesmo por
realizar-se até ao fim, tendo culminado numa vitória espanhola, pela margem
mínima.
Fonte: Notícias ao Minuto, 21 de fevereiro de 2026
Agora os maricas têm de alçar a sua voz, porque foram despromovidos abaixo de macaco.


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