Trump critica a apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl

 




O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o espetáculo do intervalo do Super Bowl deste ano, atacando o rapper porto-riquenho Bad Bunny depois de o artista ter apresentado uma performance em espanhol que fez história e chamou a atenção mundial

Em publicações na sua plataforma de redes sociais, Truth Social, Trump descreveu o espetáculo como “absolutamente terrível” e “um dos piores de TODOS os tempos!”, afirmando que não refletia o que chamou de “a grandeza da América”.

Uma atuação histórica

Bad Bunny, cujo nome verdadeiro é Benito Antonio Martínez Ocasio, apresentou-se no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia. O Spotify nomeou o artista de 31 anos como o mais ouvido do mundo em 2025.

A sua atuação marcou a primeira vez que um espetáculo do intervalo do Super Bowl foi apresentado inteiramente em espanhol, um marco que muitos espectadores e comentadores descreveram como culturalmente significativo.

Mensagem de unidade

Em vez de abordar diretamente a política dos Estados Unidos, a performance centrou-se em temas de unidade e inclusão. Uma mensagem exibida nos ecrãs do estádio dizia: “A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor.”

Noutro momento, Bad Bunny segurou uma bola de futebol americano com a frase “Together, We Are America” (“Juntos, somos a América”), uma imagem que, segundo os seus apoiantes, sublinhava uma mensagem mais ampla de união nacional.

A reação de Trump

Trump não compareceu ao Super Bowl e disse mais tarde que o evento era “demasiado longe”. A sua reação online foi duramente crítica. Ao escrever no Truth Social, queixou-se de que o público “não entende uma palavra do que este tipo está a dizer” e criticou a coreografia, classificando-a como inadequada para crianças que assistiam ao espetáculo nos Estados Unidos e no estrangeiro.

Descreveu o espetáculo do intervalo como “uma ‘bofetada na cara’ do nosso país” e afirmou que não cumpria “os nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”. Nas mesmas publicações, Trump também criticou a NFL e instou a liga a abandonar a sua nova regra de pontapé inicial.

Críticas anteriores aos artistas

As objeções do presidente antecederam o jogo. Falando com jornalistas antes do Super Bowl, Trump já havia descartado Bad Bunny e os artistas do pré-jogo, Green Day, como “péssimas escolhas” para o evento.

“Sou contra eles. Acho que é uma escolha terrível. Tudo o que isso faz é semear ódio”, afirmou.

Resultado do Super Bowl

A polémica em torno do espetáculo do intervalo não afetou o resultado em campo. Os Seattle Seahawks venceram o Super Bowl LX com uma vitória por 29–13 sobre os New England Patriots.

Falando à NBC após o jogo, o treinador principal dos Seahawks, Mike Macdonald, disse que a sua equipa “acreditou uns nos outros” no caminho até ao título.

Fonte: Lente Desportiva, 9 de fevereiro de 2026

Bad Bunny bate recorde de audiência no Super Bowl, superando Kendrick Lamar e Michael Jackson

O artista porto-riquenho bateu o recorde de audiência do halftime show do Super Bowl, com mais de 135 milhões de pessoas a acompanhar o concerto do artista mais ouvido do mundo. Saiba aqui quais são as 10 performances mais vistas de sempre na final da NFL.

O Levi's Stadium, palco da 60.ª edição do Super Bowl, tem espaço para 68.500 espectadores. No entanto, milhões de pessoas sintonizadas em todo o mundo assistem à final da NFL. Há quem ligue a televisão, sobretudo, para ver o halftime show, que este ano ficou a cargo de Bad Bunny, dono de novo feito assinalável.

Durante cerca de 13 minutos, o relvado do Levi's Stadium, onde os Seattle Seahawks derrotaram os New England Patriots e conquistaram o seu segundo título, foi palco daquela que já é apontada como uma "atuação histórica".

O artista porto-riquenho bateu o recorde de audiência do halftime show do Super Bowl, com mais de 135 milhões de pessoas a acompanhar o concerto do artista mais ouvido do mundo, segundo a estimativa da NBC.

Bad Bunny superou assim os números de Kendrick Lamar, que no ano passado reuniu a audiência de 133.5 milhões de telespetadores, e de Michael Jackson, autor de uma performance memorável em 1993, vista por 133,4 milhões.

As 10 maiores audiências do halftime show

1 - Bad Bunny (2026): 135 milhões

2 - Kendrick Lamar (2025): 133.5 milhões

3 - Michael Jackson (1993): 133.4 milhões

4 - Usher (2024): 129.3 milhões

5 - Rihanna (2023): 121 milhões

6 - Katy Perry (2015): 118.5 milhões

7 - Lady Gaga (2017): 117.5 milhões

8 - Coldplay (2016): 115.5 milhões

9 - Bruno Mars (2014): 115.3 milhões

10 - Madonna (2012): 114 milhões

Fonte: SIC Notícias, 9 de fevereiro de 2026

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