Washington Post anuncia despedimento de centenas de trabalhadores e elimina correspondentes no estrangeiro
Perry Mason
(1957-1966) – Rita Lynn
Além da
redução das áreas de desporto e internacional, as mudanças incluem o
encerramento do departamento de contabilidade, reestruturação das equipas de
edição e de notícias de Washington e a suspensão do podcast Post Reports
O Washington Post informou esta quarta-feira que
iniciou um processo de redução de pessoal e que irá despedir centenas de
trabalhadores na área do desporto e internacional, eliminando correspondes no
estrangeiro.
Estas mudanças foram anunciadas pelo editor executivo Matt
Murray numa videoconferência com os jornalistas e restantes funcionários.
Os funcionários da redação foram informados de que
receberiam e-mails anunciando o seu despedimento. O número total de
despedimentos não foi referido na chamada e o jornal não revelou a dimensão
atual da sua equipa, mas a agência noticiosa Associated Press avançou
que o número de despedimentos seria cerca de um
terço da equipa atual. O The New York Times avançou esta
percentagem e um número de despedimentos, cerca de 30%, do jornal cujo dono é
Jeff Bezos, multimilionário dono também da Amazon.
O departamento de contabilidade do jornal será encerrado e o
departamento de notícias da área de Washington e a equipa de edição serão
reestruturados, disse Murray aos funcionários. O podcast Post Reports será
suspenso.
Murray reconheceu que os cortes serão um choque para o
sistema, mas disse que o objetivo é criar um Post que possa crescer e
prosperar novamente.
Os problemas do Post contrastam com o seu concorrente
de longa data, o The New York Times, que tem prosperado nos últimos
anos, em grande parte devido a investimentos em produtos auxiliares, como o seu
site sobre os Jogos e as recomendações de produtos do Wirecutter. O Times
duplicou a sua equipa na última década.
Nas últimas semanas, muitos funcionários do Washington
Post têm apelado diretamente ao proprietário do jornal.
O jornal tem perdido assinantes em parte devido às decisões
tomadas por Bezos — retirando o apoio à candidata presidencial democrata Kamala
Harris durante as eleições de 2024 contra o republicano Donald Trump e
orientando uma viragem mais conservadora nas páginas de opinião liberal.
O Washington Post Guild, o sindicato dos funcionários,
apelou ao público para enviar uma mensagem a Bezos: "Já chega. Sem a
equipa do The Washington Post, não há Washington Post".
Fonte: Expresso, 4 de
fevereiro de 2026

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