Alemanha, França e Reino Unido condenam ataques iranianos no Médio Oriente

A Alemanha, a França e o Reino Unido condenaram hoje os ataques do Irão contra países do Médio Oriente, lançados em retaliação pelos bombardeamentos que tem sofrido por parte de Estados Unidos e Israel

Num comunicado conjunto, o presidente francês, Emmanuel Macron, e os chefes dos governos alemão, Friedrich Merz, e britânico, Keir Starmer, afirmaram que os respetivos países não participaram nos ataques das forças norte-americanas e israelitas.

Os Estados Unidos e Israel realizaram hoje uma série de ataques contra o Irão, que em resposta visou alvos israelitas, mas também na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Bahrein.

Condenamos com a maior firmeza os ataques iranianos contra os países da região”, disseram Macron, Merz e Starmer após terem mantido conversações, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Os três líderes disseram que estavam em contacto estreito com os parceiros, incluindo os Estados Unidos e Israel.

Declararam ter “apelado constantemente” ao regime de Teerão para pôr fim ao programa nuclear do Irão, “limitar o programa de mísseis balísticos e renunciar às atividades desestabilizadoras na região” e noutros territórios.

Lembraram igualmente os pedidos para o regime iraniano “cessar a repressão e a violência inaceitáveis contra o próprio povo”.

Macron, Merz e Starmer apelaram para que sejam retomadas as negociações e defenderam que o povo iraniano “deve poder decidir o próprio futuro”.

Em junho de 2025, Israel e o Irão travaram uma guerra de 12 dias, em que os Estados Unidos participaram bombardeando três locais nucleares iranianos.

Novas tensões surgiram após a repressão, em janeiro, de um vasto movimento de contestação de iranianos, que o regime reprimiu com a morte de milhares de pessoas.

Ao anunciar a operação de hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que visava “eliminar ameaças iminentes” do Irão.

“A hora da vossa liberdade está ao alcance das mãos”, disse Trump ao povo iraniano a partir da sua residência na Florida.

“Aos membros da Guarda Revolucionária Islâmica, às forças armadas e a toda a polícia, digo hoje que devem depor as armas e ter imunidade total ou, caso contrário, enfrentar uma morte certa”, acrescentou.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a operação conjunta com o aliado norte-americano contra a “ameaça existencial que representa o regime terrorista no Irão”.

Fonte: Lusa, 29 de fevereiro de 2026

Montenegro condena ataques iranianos a países vizinhos

Primeiro-ministro pede que Irão cesse programa nuclear e respeite direitos humanos e condena resposta contra bases americanas e países como Kuwait, Jordânia e Emiratos

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, apelou à “máxima contenção” para evitar uma escalada no Irão, após as operações militares dos EUA e Israel, e condenou os “injustificáveis ataques” iranianos a países vizinhos.

“Portugal apela a todos à máxima contenção para evitar uma escalada, preservar a paz e a segurança internacionais e garantir a estabilidade regional, em linha com a Carta das Nações Unidas. Para tal será necessário que o programa nuclear do Irão, que é há muito uma preocupação da comunidade internacional, cesse”, apelou Luís Montenegro, numa publicação na rede social X.

O chefe do executivo português insistiu “na necessidade de o Irão respeitar os direitos humanos do seu povo, que têm sido violados de forma inadmissível” e condenou “os injustificáveis ataques do Irão aos países vizinhos da região – entre eles, a Arábia Saudita, o Catar, os Emiratos Árabes Unidos, o Kuwait e a Jordânia -, que devem cessar imediatamente”.

Luís Montenegro disse estar a acompanhar “com grande preocupação, desde o primeiro momento, a evolução no Médio Oriente”, em coordenação estreita com os parceiros europeus, parceiros da região e aliados da NATO.

Fonte: Observador, 28 de fevereiro de 2026

Em todas as efemérides entram sempre os palhaços em cena. Na guerra contra Gaza encheram a boca com os “Dois Estados” e não largavam a cantilena. Agora são os “Países Vizinhos” — o que lhes caberá na boca a seguir?

Estes ecoam Trump palavra por palavra — um coro disciplinado: todos sabem que desafinar nunca acaba bem.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Eva Vlaardingerbroek

Tomás Taveira: as cólicas de um arquiteto