China utiliza máquinas inteligentes para produzir 90% dos seus grãos até 2032

 Perry Mason (1957-1966) – Marie Windsor, Raymond Burr

A China possui uma exploração de arroz, que usa máquinas inteligentes e não tripuladas, que produz rendimento 50% superior face à anterior solução, assinala o South China Morning Post

A China desenvolveu uma nova técnica rumo ao objetivo de produzir 90% dos seus próprios grãos até 2032, relata este domingo o South China Morning Post. Trata-se de uma exploração de arroz automatizada que, através de máquinas inteligentes e não tripuladas, que produz rendimento 50% superior face à anterior solução.

Esta nova técnica (que utiliza novos métodos para a plantação, cultivo e colheita) pertence a uma empresa chinesa de biotecnologia que reuniu cientistas de vários institutos levando à formação da primeira quinta inteligente do mundo para arroz regenerado. A quinta está localizada no distrito do Lago Datong, na província de Hunan, no centro da China.

Citado pelo South China Morning Post, o fundador da Hunan Hongshuo Biotechnology, Xiong Jiaojun, referiu que as “máquinas agrícolas vão para os campos, mas eu não vou”.

A quinta, que foi construída em 2023, possui quase 33 hectares de campos experimentais. Este ano, de acordo com a mesma publicação, a empresa consegui ter 20 conjuntos de máquinas não tripuladas, capazes de cobrir 666 hectares de arrozais. Nos últimos anos a produtividade desta exploração atingiu mais de 18 toneladas por hectare, um aumento de seis toneladas por hectare face à anterior técnica, salienta o South China Morning Post.

Nova técnica permite reutilizar restos da colheita

A mesma publicação refere que o cultivo de arroz em duas culturas é um sistema que permite produzir duas culturas de arroz no mesmo campo num ano, sendo necessária a replantação após cada colheita. O South China Morning Post adianta que o chamado arroz de rebrota é uma cultura de segunda vida, que é cultivada a partir dos restos da primeira colheita de arroz. Isto permite ter uma colheita sustentável, porque não necessita de uma replantação, permitindo também uma maior produtividade num único ciclo de plantação.

De acordo com a publicação chinesa esta técnica não é nova. Contudo acabava por não ser utilizada porque as máquinas que eram utilizadas esmagavam os restos de arroz e compactavam o solo durante a primeira colheita. Com a aquisição destes equipamentos mais inteligentes e não tripulados a taxa de esmagamento dos restos de arroz foi reduzida para 18% face aos anteriores 45% atingidos pelas máquinas mais tradicionais.

Fonte: O Jornal Económico, 22 de março de 2026

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