China utiliza máquinas inteligentes para produzir 90% dos seus grãos até 2032
A China
possui uma exploração de arroz, que usa máquinas inteligentes e não tripuladas,
que produz rendimento 50% superior face à anterior solução, assinala o South
China Morning Post
A China desenvolveu uma nova técnica rumo ao objetivo de
produzir 90% dos seus próprios grãos até 2032, relata este domingo o South
China Morning Post. Trata-se de uma exploração de arroz automatizada que,
através de máquinas inteligentes e não tripuladas, que produz rendimento 50%
superior face à anterior solução.
Esta nova técnica (que utiliza novos métodos para a
plantação, cultivo e colheita) pertence a uma empresa chinesa de biotecnologia
que reuniu cientistas de vários institutos levando à formação da primeira
quinta inteligente do mundo para arroz regenerado. A quinta está localizada no
distrito do Lago Datong, na província de Hunan, no centro da China.
Citado pelo South China Morning Post, o fundador da
Hunan Hongshuo Biotechnology, Xiong Jiaojun, referiu que as “máquinas agrícolas
vão para os campos, mas eu não vou”.
A quinta, que foi construída em 2023, possui quase 33
hectares de campos experimentais. Este ano, de acordo com a mesma publicação, a
empresa consegui ter 20 conjuntos de máquinas não tripuladas, capazes de cobrir
666 hectares de arrozais. Nos últimos anos a produtividade desta exploração
atingiu mais de 18 toneladas por hectare, um aumento de seis toneladas por
hectare face à anterior técnica, salienta o South China Morning Post.
Nova técnica permite reutilizar restos da colheita
A mesma publicação refere que o cultivo de arroz em duas
culturas é um sistema que permite produzir duas culturas de arroz no mesmo
campo num ano, sendo necessária a replantação após cada colheita. O South
China Morning Post adianta que o chamado arroz de rebrota é uma cultura de
segunda vida, que é cultivada a partir dos restos da primeira colheita de
arroz. Isto permite ter uma colheita sustentável, porque não necessita de uma
replantação, permitindo também uma maior produtividade num único ciclo de
plantação.
De acordo com a publicação chinesa esta técnica não é nova.
Contudo acabava por não ser utilizada porque as máquinas que eram utilizadas
esmagavam os restos de arroz e compactavam o solo durante a primeira colheita.
Com a aquisição destes equipamentos mais inteligentes e não tripulados a taxa
de esmagamento dos restos de arroz foi reduzida para 18% face aos anteriores
45% atingidos pelas máquinas mais tradicionais.

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