Estaria Telavive a planear um assassinato em Moscovo semelhante ao de Khamenei? Putin estará a dormir no palácio do Kremlin, enquanto porta-voz das Forças de Defesa de Israel alerta a Rússia para "não desejar mal a Israel"

 

Vladimir Putin estaria a passar longos períodos no Kremlin, incluindo pernoitas, à medida que aumentam as preocupações com a sua segurança pessoal, de acordo com vários órgãos de imprensa que citam fontes russas. Além disso, um comentário de um membro das Forças de Defesa de Israel também contribuiu para o aumento dos receios em relação à segurança.

Um Putin paranoico estaria cada vez mais cauteloso, com relatos a sugerirem que tomou medidas para reforçar o controlo sobre as comunicações e as infraestruturas de vigilância em Moscovo. As autoridades terão bloqueado a internet móvel em partes da capital, entre receios de que agentes hostis possam ter comprometido os sistemas de vigilância do Estado, incluindo as redes de CCTV, segundo o Daily Express.

De acordo com a NBC, estes problemas de conectividade começaram no início deste mês, o que "interrompeu o quotidiano de milhões de residentes e afetou as empresas que dependem da internet móvel, levando os moscovitas a recorrer ao dinheiro em numerário". Alguns chegaram a questionar se o governo estaria a fazê-lo deliberadamente, observam os órgãos de imprensa.

Segundo fontes, o próprio Putin tem passado muito mais tempo no Kremlin, incluindo dormidas, como noticiado por vários órgãos de comunicação, incluindo o Daily Star, do Reino Unido, citando o canal russo do Telegram VChK-OGPU, que alegadamente tem ligações aos serviços de segurança, e o site Rucriminal.

Estes acontecimentos ocorrem no meio de crescentes receios após uma alegada falha de segurança que terá levado ao assassinato de Ali Khamenei em Teerão, no mês passado, gerando comparações sobre as vulnerabilidades nos mais altos escalões do poder.

Em mais uma medida que reflete as preocupações com a segurança, Putin terá bloqueado a aplicação Telegram na linha da frente russa na Ucrânia, apesar de ser uma ferramenta de comunicação crucial para as tropas. A restrição provocou indignação entre os soldados russos, sobretudo porque já perderam o acesso aos serviços de internet por satélite Starlink.

Nos últimos dias, Vladimir Putin tem realizado reuniões secretas no seu refúgio no Kremlin, evitando os seus muitos palácios, segundo o VChK-OGPU. Segundo os relatos, os seus seguidores mais próximos estão incomodados com as declarações da porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Anna Ukolova. Conforme citado pelo Daily Star, ela disse: "Não posso comentar ou discutir todas as capacidades que possuímos... Mas, nos últimos dois anos e meio... a Mossad, a nossa Força Aérea e, de facto, o exército israelita... já demonstraram que possuímos tais capacidades...".

Ukolova acrescentou: "A mera eliminação destas figuras muito importantes... incluindo o Líder Supremo do Irão, Ali Khamenei, já demonstra que as nossas capacidades são bastante substanciais". Ela concluiu: "Nenhum dos que procuram fazer-nos mal sairá ileso... Espero que Moscovo não deseje mal a Israel neste momento. Gostaria de acreditar nisso".

Fonte: The Economic Times, 18 de março de 2026

Membro do partido de Netanyahu ameaça furiosamente a Rússia — na TV estatal russa

Um político israelita fez uma série de ameaças furiosas contra a Rússia durante uma aparição numa cadeia de TV estatal russa na quinta-feira, prometendo retaliar contra as ações de Moscovo durante as guerras na Ucrânia e em Gaza. Amir Weitmann, fundador e presidente da bancada libertária no partido Likud do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou: "A Rússia vai pagar o preço" depois de Israel derrotar o Hamas. "Será que a Rússia vai pagar o preço?", perguntou incrédulo o apresentador britânico da RT, Rory Suchet. "A Rússia está a apoiar os inimigos de Israel", vociferou Weitmann. "A Rússia está a apoiar os nazis que querem cometer genocídio contra nós". E acrescentou: "Não vamos esquecer o que vocês estão a fazer. Não vamos esquecer. Vamos. Vamos garantir que a Ucrânia ganha. Vamos garantir que vocês pagam o preço pelo que fizeram".

Numa declaração televisiva na noite de quinta-feira, o presidente Joe Biden associou o Hamas à Rússia, dizendo que "ambos querem aniquilar uma democracia vizinha".

Fonte: Daily Beast, 20 de outubro de 2023

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