EUA perdem 92 mil postos de trabalho em fevereiro. É das maiores quedas desde a pandemia
O.P.J. Pacifique Sud (2019) - Alexandra Dellemme
A taxa
de desemprego subiu para 4,4% no mês passado, contra os 4,3% do arranque do ano
A economia norte-americana viu desaparecerem 92 mil postos
de trabalho no mês passado, um dos valores mais elevados desde a pandemia que
contraria as expectativas dos analistas de um mercado laboral em estabilização.
Já a taxa de desemprego subiu de 4,3% para 4,4%, de acordo com dados revelados
esta sexta-feira pelo Departamento de Estatísticas Laborais (BLS na sigla em
inglês) dos EUA.
Os economistas esperavam um crescimento de 59 mil postos de
trabalho, depois de, em janeiro, as empresas norte-americanas terem conseguido
criar 126 mil empregos. Estes dados vêm, agora, contrariar a tendência que se
registou no início do ano e que apontava para a estabilização do mercado
laboral, após um dos piores anos de sempre para a criação de emprego das
últimas décadas - sem contar com os anos em que a economia esteve em recessão.
"A ideia de que o mercado de trabalho deu uma
reviravolta implode com este relatório", explica Samuel Tombs,
economista-chefe para os EUA da Pantheon Macroeconomics, numa nota a que a
Bloomberg teve acesso. Estes dados podem levar a Reserva Federal (Fed)
norte-americana a voltar a focar-se no mercado laboral, um dos pilares do seu
duplo mandato, numa altura em que se antecipa que a escalada dos preços da
energia tenha um impacto na inflação, atrasando possíveis novos cortes nas
taxas de juro.
Num relatório separado, divulgado esta sexta-feira, as
vendas a retalho nos EUA caíram em 0,2% no primeiro mês do ano - um movimento
que já era antecipado pelos analistas, depois de o setor ter terminado 2025 em
estagnação.
Fonte: Negócios, 6 de março de 2026

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