Melania Trump preside ao Conselho de Segurança da ONU enquanto a guerra se intensifica no Médio Oriente
A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, defendeu
a causa das crianças presas em conflitos na sua primeira reunião como
presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, esta segunda-feira (2),
num momento em que a guerra no Médio Oriente se intensificava.
Os embaixadores dos países-membros do Conselho de Segurança,
incluindo os rivais de Washington, Rússia e China, fizeram fila para se reunir
com Melania, que representou os Estados Unidos ao assumir a presidência
rotativa mensal do Conselho
Ela abriu a sessão batendo com um malhete cerimonial e
voltou a intervir mais tarde, aparentemente para homenagear os militares
norte-americanos mortos na guerra contra o Irão.
“A paz duradoura será
alcançada quando o conhecimento e a compreensão forem plenamente valorizados em
todas as nossas sociedades”, afirmou. “As
sociedades regidas pelo conhecimento e pela sabedoria são, por isso, mais
pacíficas.”
Antes da reunião, o embaixador do Irão na ONU, Amir Saeid
Iravani, declarou que “é profundamente vergonhoso
e hipócrita que, precisamente no primeiro dia da
sua presidência do Conselho de Segurança, os Estados Unidos tenham convocado
uma reunião de alto nível sobre a proteção das crianças”.
A presença de Melania Trump assinalou a primeira vez que uma
primeira-dama — ou um primeiro-cavalheiro — presidiu a uma reunião do Conselho
de Segurança, segundo o porta-voz do secretário-geral da Organização das Nações
Unidas.
Os Estados Unidos detêm a presidência rotativa do Conselho
durante o mês de março.
Nos últimos anos, intensificaram-se as tensões políticas e
financeiras entre os Estados Unidos e a ONU, com Washington irritado com o seu
papel de principal contribuinte para o orçamento apertado da organização.
Na reunião, Trump, que inaugurou o seu “Conselho da Paz” no
mês passado, reiterou a sua posição de que a ONU falhou na sua missão.
Fonte: SWI, 2 de março de 2026
Melania Trump apela à educação como caminho para a paz
mundial na ONU
Melania
Trump tornou-se a primeira cônjuge de um chefe de Estado em exercício a
presidir a uma reunião do Conselho de Segurança da ONU nos 80 anos de história
da organização
A primeira-dama norte-americana, Melania Trump, presidiu
esta segunda-feira a uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, na qual
defendeu a "paz através da educação" e garantiu
que os Estados Unidos "estão ao lado de todas as crianças do mundo".
"As crianças criadas numa cultura enraizada na
inteligência desenvolvem confiança, inovam, constroem, competem e mantêm um
profundo sistema de valores. O conhecimento fomenta a empatia pelos outros,
transcendendo a geografia, a religião, a raça, o género e até os valores
locais", afirmou a mulher do Presidente Donald Trump no seu discurso.
Segundo a ONU, esta é a primeira vez nos 80 anos da história das Nações Unidas que o cônjuge de um chefe de Estado em exercício preside uma reunião do Conselho de Segurança.
"Mas as crianças criadas numa cultura enraizada na
ignorância estão rodeadas de desordem e, por vezes, até de conflito. Essas
sociedades estão repletas de pensadores inflexíveis que abraçam o preconceito e
rejeitam a dignidade humana. Quando uma nação restringe o pensamento, ela
restringe o seu próprio futuro", declarou,
sem referir nenhum país em concreto.
Apesar do contexto inédito da presença de Melania Trump no
órgão mais poderoso da ONU, analistas têm destacado que o discurso da
primeira-dama poderá ser ensombrado por um alegado ataque a uma escola para
meninas no sul do Irão, no contexto da ofensiva conjunta de Israel e
dos Estados Unidos em curso contra o Irão, que matou mais de 100 pessoas,
segundo as autoridades iranianas.
Os militares israelitas disseram não ter conhecimento de
ataques na área e os norte-americanos indicaram estar a investigar as
informações.
"A paz não precisa de ser frágil", disse a
primeira-dama, na reunião dedicada ao tema
"Crianças, tecnologia e educação em conflito".
"A paz duradoura será alcançada quando o conhecimento e
a compreensão forem plenamente valorizados em todas as sociedades",
acrescentou, frisando que sociedades regidas pelo conhecimento e pela sabedoria
são mais pacíficas.
Melania não fez qualquer
menção às hostilidades no Médio Oriente, onde milhares de crianças perderam a
vida nos últimos anos, incluindo em lugares como Gaza.
Melania também não fez menção direta à situação das crianças
em outros conflitos, como as guerras em curso na Ucrânia ou no Sudão, entre
outras.
Relações tensas entre os Estados Unidos e a ONU
A presidência rotativa do Conselho de Segurança tem a
prerrogativa de escolher o tema e os participantes de algumas reuniões, sendo
que em março o órgão é presidido pelos Estados Unidos.
Pouco antes do início da sessão com Melania Trump, o
embaixador do Irão na ONU, Amir Saeid Iravani, considerou "profundamente
vergonhoso e hipócrita" que os Estados Unidos convocassem uma reunião
sobre a proteção de crianças durante conflitos enquanto realizavam ataques
aéreos contra cidades iranianas.
"Para os Estados Unidos,
'proteger as crianças' e 'manter a paz e a segurança internacionais' significam
claramente algo muito diferente do que prevê a Carta da ONU",
disse o diplomata aos jornalistas.
A primeira-dama chegou à sede da ONU, em Nova Iorque, com
uma comitiva e foi recebida pelo secretário-geral da ONU, António Guterres.
Melania Trump cumprimentou cada um dos 15 membros do Conselho de Segurança e
posou para uma fotografia de grupo antes do arranque da sessão.
A presença da primeira-dama surge também num momento de
relações tensas entre os Estados Unidos e a ONU. Donald Trump criticou a ONU em
diversas ocasiões, retirou os Estados Unidos de importantes organizações das
Nações Unidas, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a UNESCO, além
de ter cortado o financiamento de dezenas de outras.
Washington também deixou de
pagar totalmente as suas contribuições obrigatórias e deve milhares de milhões
de dólares às Nações Unidas. Isso gerou uma crise financeira na ONU,
com Guterres a alertar no final de janeiro que a organização que lidera
enfrentava um "colapso financeiro iminente".
Fonte: SIC Notícias, 2 de março de 2026

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