Senador republicano nomeia próximo alvo de Trump: "Têm os dias contados"


O senador Lindsey Graham afirmou que Cuba será o próximo alvo de Donald Trump, após a operação militar no Irão. O republicano elogiou ainda Trump pela sua política externa, comparando-a à do ex-presidente norte-americano Ronald Reagan

O senador republicano Lindsey Graham afirmou, confiante, que depois da Venezuela e, agora do Irão, o próximo alvo de Donald Trump será Cuba.

As declarações do senador da Carolina do Sul foram feitas no domingo, na Fox News, um dia depois dos Estados Unidos e Israel darem início a uma operação militar conjunta no Irão, que já fez mais de 700 mortos, incluindo o líder supremo, Ali Khamenei.

Graham elogiou Trump por "terminar o trabalho" do antigo presidente Ronald Reagan. "Eu sou um grande admirador de Ronald Reagan, mas tenho-vos a dizer que Donald Trump é o padrão de ouro para os republicanos, talvez para qualquer presidente, no que toca à política externa", afirmou.

Para o senador, a operação na Venezuela que conseguiu retirar Nicolás Maduro de Caracas e levá-lo até à prisão nos Estados Unidos, onde aguarda julgamento, é um dos melhores exemplos disto mesmo.

"Maduro? Toda a gente falava sobre ele. Donald Trump meteu-o na cadeia! Cuba é a seguir. Eles vão cair. Este regime ditatorial em Cuba? Os dias deles estão contados", afirmou Graham.

E acrescentou: "O regime iraniano, a mãe do terrorismo internacional está prestes a colapsar. O capitão desse navio, o ayatollah, está morto e enterrado".

As declarações de Graham surgem poucos dias depois de Donald Trump ter admitido uma "tomada de controlo amigável" do país.

"Eles não têm dinheiro. Não têm nada agora, mas estão a conversar connosco e talvez possa haver uma tomada de poder amigável em Cuba", apontou o presidente norte-americano.

Trump disse ainda: "Desde pequeno que ouço falar de Cuba. Todos queriam uma mudança, e posso ver que isso está a acontecer."

O presidente afirmou ainda que Cuba "quer a ajuda dos Estados Unidos."

Note-se que esta tomada de posição de Trump surgiu depois de a Guarda Costeira cubana ter matado quatro tripulantes de uma lancha norte-americana. A autoridade alegou que a embarcação não obedeceu a uma ordem de paragem em águas internacionais e que os tripulantes terão mesmo disparado contra a Guarda Costeira, que ripostou e abriu também fogo.

O Ministério Público norte-americano abriu desde logo uma investigação ao caso, com o procurador-geral da Florida a considerar que "não se pode confiar no governo cubano", e na sua versão dos eventos. Acrescentou ainda que será feito tudo o que estiver ao seu alcance para "responsabilizar estes comunistas".

Fonte: Notícias ao Minuto, 3 de março de 2026

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