Trump ameaça: "Se cometerem um erro, será o fim do Irão"
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra com o Irão
está "praticamente concluída", notando que está numa fase mais
avançada do que o esperado. E deixou ainda um aviso a Teerão: "Se
cometerem um erro, será o fim"
O presidente dos Estados Unidos afirmou esta segunda-feira
que a guerra com o Irão poderá estar "praticamente concluída", numa
entrevista por telefone com a CBS.
"Eu acho que a guerra
está praticamente concluída. Eles não têm marinha, nem comunicações e não têm
força aérea. Os mísseis deles estão espalhados por todo o lado. Os drones deles
estão a ser destruídos em todo o lado, incluindo as fábricas onde são produzidos",
adiantou Donald Trump.
Ao todo, os Estados Unidos dizem já ter atacado mais de três
mil alvos iranianos apenas na primeira semana desde que o conflito com o Irão
começou.
"Se reparar", continuou o presidente, "não
eles não têm mais nada. Não lhes resta nada em termos militares".
Aliás, Trump garantiu que a guerra está "muito
avançada" em relação ao planeado, sendo que, inicialmente o presidente
tinha afirmando que o conflito deveria durar cerca de um mês a terminar.
Questionado sobre o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, o
filho do ayatollah anterior, morto por Israel durante a primeira leva de
ataques de Washington e Telavive, Trump escusou-se de fazer comentários.
"Eu não tenho nenhuma
mensagem para ele. Absolutamente nenhuma", disse apenas.
Recorde-se que Trump já admitiu estar "nada
satisfeito" com a escolha, chegando mesmo a considerar que foi "um
erro" e que Khamenei "não vai durar" muito tempo no cargo.
Nesta entrevista à CBS chegou
mesmo a admitir que já pensou num nome para substituir o novo ayatollah,
mas recusou-se a adiantar quem é essa pessoa.
Durante a conversa, Donald Trump comentou ainda a situação
no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% das exportações mundiais de
crude. Desde o início da guerra, o número de travessias diminuiu
significativamente, sendo, neste momento, quase nulo.
O presidente norte-americano
notou que o estreito está aberto e garantiu que a passagem de embarcações tem estado a decorrer.
Contudo, admitiu que está a "pensar em assumir o controlo" da zona,
notando ainda que os Estados Unidos "podem fazer muita coisa" no que
toda a este assunto.
Trump fez questão ainda de deixar um aviso ao Irão, caso
decidam encerrar o estreito: "Eles dispararam contra tudo o que tinham para
disparar, e é melhor não tentarem nada engraçado, ou será o fim daquele país.
Se cometerem um erro, isso será o fim do Irão. Nunca mais se ouviria o nome
desse país de novo".
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro uma
ofensiva militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do
regime iraniano".
Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra
alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da
região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait,
Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram
registados em Chipre, no Azerbaijão e na Turquia.
Ao todo, o conflito já fez mais de mil mortos no Irão e de
sete soldados norte-americanos.
Fonte: Notícias ao Minuto, 9 de março de 2026

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