Israel detém soldado da paz da Unifil no Líbano: ONU denuncia violação do direito internacional
O exército israelita (Forças de Defesa de Israel ou IDF)
deteve um soldado da paz da Unifil depois de ter bloqueado um comboio no sul do
Líbano, na terça-feira à noite. O soldado "foi libertado ao fim de menos
de uma hora", lê-se num comunicado da Força Interina das Nações Unidas no
Líbano ou Unifil, sublinhando, no entanto, que "se trata de uma violação
flagrante do direito internacional".
"Qualquer interferência no seu trabalho é uma violação
da resolução 1701", lê-se no comunicado, referindo-se aos soldados da
missão internacional. "Esperamos que todos os atores envolvidos respeitem
plenamente o estatuto de proteção das forças de manutenção da paz da ONU",
continua a nota, incluindo indiretamente o Hezbollah, a milícia pró-iraniana
que opera no sul do Líbano.
A porta-voz da missão, Kandice Ardiel, declarou que "as
IDF informaram de que iriam abrir
uma investigação sobre este incidente".
Investigação sobre os recentes ataques aos Capacetes Azuis
Numa declaração também emitida na terça-feira, o porta-voz
do Secretário-Geral da ONU, Stephane Dujarric, afirmou que, com base nas provas
disponíveis, a morte de um soldado da paz indonésio em 29 de março foi causada
pelo fogo de um tanque israelita.
No dia seguinte, outro comboio foi atacado, matando mais
dois soldados indonésios. A Unifil, tal como todas as missões da ONU, coordena
sempre antecipadamente as suas posições com as forças militares no terreno e,
neste caso, também com Israel.
"O incidente de 30 de março, que levou à morte de dois
outros soldados indonésios, ocorreu após a descoberta de um engenho explosivo
improvisado nas proximidades, provavelmente colocado pelo Hezbollah",
lê-se no comunicado.
"Estas conclusões continuam a ser preliminares,
baseadas em provas físicas iniciais; os processos de investigação da ONU
continuarão a apurar todas as responsabilidades", conclui a nota.

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