Depois da poesia - Helsar
E se pudesse ter uns sapatos para andar de bicicleta, mas com
estilo? A nova marca Marta Mestre made by Helsar pretende, precisamente, dar
resposta a essa necessidade. São 11 modelos da coleção primavera-verão 2016,
que estão a ser lançados na Micam, em Milão, pela Helsar, a empresa de calçado
de senhora de luxo de São João da Madeira, que se dispôs a tornar realidade a
ideia de Marta Mestre, a jovem formada em Belas Artes, que tem um curso de
design de calçado e que, por andar muito de bicicleta, um dia imaginou uma
coleção de sapatos de gama alta para este segmento de mercado.
Assim nasceu o projeto Marta Mestre by Helsar, que está a ter a
suscitar “uma grande curiosidade” de quem visita a feira e “um grande
interesse” por parte de empresas que vendem bicicletas de luxo e acessórios,
diz Patrícia Correia, responsável do departamento comercial e de marketing da
Helsar. Para já, são 11 os modelos da coleção, todos em tom bege e rosa, já que
se trata da coleção de verão. Terão num preço de venda ao público da ordem dos
170 euros, em média.
E o que distingue estes sapatos dos restantes? Antes de mais o
conforto e a segurança, já que todos os modelos são “muito fáceis de calçar,
tendo sempre um fecho ou um elástico”, explica Patrícia Correia. Além disso,
contém sempre material refletor em alguma parte do calçado, seja no tacão, nas
biqueiras, ou no próprio sapato, conforme o modelo. O interior dos saltos é
revestido a borracha, para os proteger do desgaste do contacto com os pedais da
bicicleta. O toque final é dado à sola, que é de couro, naturalmente, para dar
um ar elegante ao sapato, mas em que a parte central da sola é em borracha,
para assegurar uma melhor aderência do sapato ao pedal. Tudo em nome da
segurança.
Dinheiro Vivo
O ministro da Economia e Emprego, Álvaro Santos Pereira, reiterou esta
terça-feira [2012] que a região Norte assistiu nos últimos anos a uma renovação
de alguns dos seus sectores produtivos e, por isso, os resultados estão à
vista.
«Felizmente esta é uma das regiões mais empreendedoras do País. A
região Norte tem-se vindo a renovar nos últimos anos», afirmou, reconhecendo
que a aposta na inovação por parte das empresas «está a dar frutos» ao nível da
competitividade.
O governante deu como exemplo dessa «capacidade de reestruturação
e reinvenção» o sector do calçado, fortemente implantado no Norte do distrito
de Aveiro.
Álvaro Santos Pereira visitou hoje três fábricas em S. João da
Madeira - duas do sector do calçado (Helsar e Evereste) e a Cartonagem
Trindade, que trabalha também para a indústria do calçado. (…).
O ministro da Economia e Emprego, que dedica o dia ao distrito de
Aveiro, encerra a jornada na Universidade de Aveiro, onde participa na
conferência «Aprender a Crescer com a Crise».
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A fábrica de calçado Helsar, que abriu insolvência em dezembro de
2019, estava à venda por 1,79 milhões de euros, mas não motivou qualquer
proposta de aquisição, revelou hoje fonte ligada à empresa de São João da
Madeira.
Conhecida por fabricar sapatos de gama alta para personalidades
como a cantora colombiana Shakira, a atriz norte-americana Jessica Alba e a
aristocrata britânica Pippa Middleton, a unidade do distrito de Aveiro deixou
55 funcionários no desemprego após um declínio que o sindicato do setor atribui
não à falta de encomendas mas sim a “desavenças familiares, mau ambiente e má
gestão”.
Esta manhã terminava o prazo para manifestação das intenções de
compra da empresa, mas, mesmo depois de vários interessados terem visitado a
fábrica para se inteirarem do estado de conservação do imóvel e dos respetivos
equipamentos, fonte do gabinete do administrador judicial que acompanha o
processo revelou à Lusa que “não foi apresentada nenhuma proposta”.
Ficam assim adiadas as perspetivas de liquidação das dívidas da
empresa, cujo acumulado envolve atualmente 3,5 milhões de euros, distribuídos
por diversos credores.
Fonte da gestão judicial da Helsar adianta que continua a ser
intenção do tribunal “promover a venda do património da empresa como um todo”,
mas admite avançar agora para outros formatos de transação.
Se nesta primeira experiência a aposta foi no regime de
apresentação de propostas em carta fechada, para a segunda tentativa de venda o
administrador judicial e a massa credora deverão adotar um novo formato,
podendo recorrer a “hasta pública ou leilão online”.
Contactado pela Lusa, o Sindicato Nacional dos Profissionais da
Indústria e Comércio do Calçado, Malas e Afins revela que a dívida para com os
ex-funcionários da Helsar constitui uma das parcelas mais significativas dos
atuais créditos sobre a insolvência, mas enumera várias outras entidades que
aguardam recuperar os valores que ainda lhe são devidos.
Entre essas incluem-se vários fornecedores de matérias-primas e
embalagens, uma clínica médica e a Agência para o Investimento e Comércio
Externo de Portugal (AICEP), assim como diversas instituições bancárias, entre
as quais o BIC, BCP, Santander Totta, Bankinter, BPN, Montepio, Novo Banco e
Caixa Geral de Depósitos.
Fonte: Sapo 24


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