Sara Tainha
Ainda mal falava, só dizia “mamã”, “papá” e pouco mais
quando surpreendi a minha família. Estávamos todos à mesa, e eu com dois anos,
olhei para a televisão e disse: “Carlos Fino, RTP, Moscovo”. Acho que foi nesse
momento que os meus pais perceberam que já tinha o destino traçado. Passava
horas a ver televisão e adorava telejornais da mesma forma que adorava desenhos
animados. Cresci de escova do cabelo na mão, à frente da televisão a imitar os
jornalistas, que eram os meus ídolos. Hoje em dia tenho a sorte de partilhar a redação
com muitos deles.










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