Cacau, carne ou café. A UE proíbe a importação de produtos ligados à desflorestação
A União Europeia decidiu proibir a importação de produtos
cuja origem implique desflorestação. O acordo foi alcançado na madrugada desta
terça-feira e, na lista, estão produtos como carne bovina, cacau, soja, café,
chocolate e couro.
União Europeia aprovou uma lei que trava importação de bens
ligados à desflorestação. As empresas terão de provar que as suas cadeias de
abastecimento não contribuem para a destruição das florestas.
A União Europeia (UE) aprovou esta terça-feira uma nova lei
para impedir as empresas de venderem para o mercado da UE soja, carne de bovino, café e
outras mercadorias ligadas à desflorestação em todo o mundo.
A proposta, que já foi apresentada no ano passado e é agora
reformulada, exigirá que as empresas produzam uma declaração de diligência
devida, provando que as suas cadeias de fornecimento não estão a contribuir
para a destruição das florestas antes de venderem mercadorias para a UE – ou
poderão estar sujeitas a pesadas multas.
“Espero que este regulamento inovador dê um impulso à proteção
das florestas em todo o mundo e inspire outros países na COP15”, afirmou o
negociador principal do Parlamento Europeu, Christophe Hansen. A desflorestação
é uma importante fonte de emissões de gases com efeito de estufa que
impulsionam as alterações climáticas e estará em foco numa conferência da ONU,
na COP15 esta semana, onde os países vão procurar um acordo global para
proteger a natureza.
Os representantes dos Estados-membros da União Europeia e do
Parlamento Europeu fecharam o acordo político para adoção da lei no início
desta terça-feira. Será aplicável à soja, carne de bovino, óleo de palma,
madeira, cacau e café, e alguns produtos derivados, incluindo couro, chocolate
e mobiliário. Borracha, carvão vegetal e alguns derivados do óleo de palma
foram incluídos a pedido dos eurodeputados.
As empresas serão obrigadas a mostrar quando e onde as
mercadorias foram produzidas e informação “verificável” de que são livres de
desflorestação – o que significa que não foram cultivadas em terras
desflorestadas após 2020. Devem também provar que os direitos dos povos
indígenas foram respeitados durante a produção das mercadorias. O
não-cumprimento pode resultar em multas de até 4% do volume de negócios de uma
empresa num país da UE.
Os países da UE e o seu Parlamento irão agora aprovar
formalmente a legislação. A lei pode entrar em vigor 20 dias mais tarde, embora
algumas das regras entrem em vigor durante 18 meses. Os Estados-membros da UE
serão obrigados a efetuar verificações de conformidade que abrangem 9% das
empresas que exportam de países com elevado risco de desflorestação, 3% de
países de risco padrão e 1% para países de baixo risco.
Países como o Brasil, Indonésia, Colômbia e Malásia
criticaram o plano da UE, advertindo que as regras serão inoportunas e
dispendiosas. Virginijus Sinkevicius, Comissário do Ambiente da UE, disse à
Reuters esta segunda-feira que tinha visitado ou falado com os governos afetados
pela lei, e que a UE trabalharia com os países para ajudar a reforçar a sua
capacidade de implementar as regras.
Fonte: Público, 6 de dezembro de 2022
Foto: Brionie, tcc Brionie W, 1,75 m, 54 kg, 87-60-93,
olhos cor de avelã, cabelos castanhos, nascida a 26 de janeiro de 1991 na Bélgica.












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