Ex-ministro das Finanças grego Varoufakis agredido num restaurante em Atenas
O ex-ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis foi esta
sexta-feira à noite agredido num restaurante em Atenas, ficando com o nariz partido, quando jantava
com membros do movimento político DiEM25 de toda a Europa.
Segundo o jornal digital ekathimerini.com, um pequeno grupo
irrompeu pelas instalações do restaurante da capital grega, no bairro de
Exarchia, gritando de forma agressiva e acusando falsamente Varoufakis de, enquanto ministro das
Finanças do Governo do Syriza, liderado pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras,
ter assinado os acordos de resgate financeiro da Grécia com a Troika.
Varoufakis - atual secretário-geral do partido político de
esquerda grego MeRA25 (Frente da Desobediência Realista Europeia), que faz
parte do movimento político pan-europeu DiEM25 (Movimento Democracia na Europa
2025, por ele lançado) - levantou-se para falar com os membros do grupo, mas
eles de imediato responderam com violência, agredindo-o e quebrando-lhe o nariz
enquanto filmavam a cena com um telemóvel.
O deputado da esquerda grega foi transportado para o
hospital Evangelismos, no centro da capital, para ser examinado e,
provavelmente, para lhe
colocarem uma tala no nariz.
Na rede social Twitter, o porta-voz do Governo, Giannis
Oikonomou, reagiu quase de imediato, escrevendo: "Condenamos
categoricamente o ataque ao secretário do [partido] MeRA25, senhor Y.
Varoufakis". "O banditismo não tem lugar na nossa democracia e
nenhuma forma de violência é tolerada", acrescentou. "A polícia grega
fará o que for necessário para que os perpetradores enfrentem a justiça",
disse Oikonomou na mensagem seguinte.
O
bairro ateniense de Exarchia é amplamente conhecido como um bastião de
anarquistas que, embora na maioria não residam lá, agem como donos do local,
muitas vezes abordando "pessoas indesejáveis que tiveram a ousadia",
segundo os anarquistas, de lá aparecer, explica o jornal digital
ekathimerini.com, acrescentando que "os esquerdistas não são mais
tolerados do que os direitistas".
Fonte: Expresso, 10 de março de 2023

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