Jornal espanhol Publico suspende colaboração com Boaventura de Sousa Santos
“Graduation”, ilustrado por Erenisch
O jornal espanhol Publico suspendeu a coluna de opinião que
o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos tinha neste meio de
comunicação por causa das denúncias de assédio e violência sexual conhecidas
nos últimos dias.
“Depois de conhecer estas denúncias, o Publico suspendeu a
colaboração que mantinha com Sousa Santos até se concluir a investigação da
universidade [de Coimbra]”, escreveu o jornal digital, um dos meios de
comunicação social de âmbito nacional de Espanha.
Num texto publicado no sábado com o título “Várias
mulheres acusam o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos de assédio
sexual durante quase uma década”, o jornal noticia as denúncias conhecidas
nos últimos dias, informa que a Universidade de Coimbra suspendeu o professor
das suas funções e que o Publico decidiu suspender também a coluna de opinião
“Espelhos estranhos”, da autoria do investigador.
Na semana passada, foram tornadas públicas acusações de
assédio sexual de três ex-investigadoras do Centro de Estudos Sociais (CES) da
Universidade de Coimbra a dois professores, Boaventura de Sousa Santos e Bruno
Sena Martins, que as negaram.
As três investigadoras que passaram pelo CES denunciaram
situações de assédio e violência sexual por estes dois membros do centro de
estudos, num capítulo do livro “Má conduta sexual na Academia – Para uma Ética
de Cuidado na Universidade”, publicado pela editora internacional Routledge.
Após a publicação deste livro, outras mulheres acusaram
também Boaventura de Sousa Santos de assédio e violência sexual.
(…).
Boaventura de Sousa Santos é diretor emérito do CES e coordenador
científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa daquela
instituição, fazendo também parte da comissão permanente do conselho científico
do centro de estudos.
Já Bruno Sena Martins, formado em Antropologia, é, de acordo
com o ‘site’ do CES, cocoordenador do programa de doutoramento Direitos Humanos
nas Sociedades Contemporâneas e docente no programa de doutoramento
Pós-Colonialismos e Cidadania Global, tendo sido vice-presidente do conselho
científico entre 2017 e 2019.
Fonte: Sapo 24, 16 de abril de 2023
O homem para produzir na sua total capacidade tem de
esvaziar o seu líquido vital. Apesar da igualização moderna, da redução ao
mesmo, da uniformização, o pénis é diferente da vagina, reclama necessidades
diferentes. Um futebolista, um atleta, um economista, um político, um ator, de
alto rendimento, obrigatoriamente, têm de satisfazer o seu órgão genital ou a
sua produção será efeminada, próprio de raparigas.
A nova ideologia de pontapear o órgão genital masculino,
vinda da assunção da existência de múltiplos géneros, não apenas masculino e
feminino, não trará nada de bom, como já é notório nas relações interpessoais, na
arte ou na política.
A obra de Emmanuel Kant, em si, já é grandiosa. Não há forma
de saber como magnificaria se ele efetivasse a sua masculinidade, em esposa ou
profissional de bordel.

Comentários
Enviar um comentário