Governos de Cavaco Silva receberam em média menos fundos europeus do que os sucessores

"Cavaco Silva foi Primeiro-Ministro (PM) poucos meses antes de Portugal aderir efetivamente à CEE. O manancial de fundos europeus dessa envergadura nunca mais acontecerá. A destruição dos sectores primários portugueses e a chegada do neoliberalismo surtem efeitos até hoje". Este tweet, divulgado a 22 de maio, segue as declarações escritas do também antigo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, sobre a gestão monetária do Governo socialista, a 9 de maio.

A este propósito, o economista e deputado do Iniciativa Liberal (IL), Carlos Guimarães Pinto, partilhou no Twitter um gráfico, feito por si, tendo por base dados da Pordata sobre transferências públicas da União Europeia: "Independentemente da opinião que se tenha sobre ele, há uma falácia que aparece sempre que se fala do tempo de governação de Cavaco Silva: a de que recebeu muitos mais fundos europeus do que os seus sucessores. Não é isso que dizem os dados da Pordata."

Fonte: Polígrafo, 23 de maio de 2023

O Pinto economista, brincando aos números, não explica o que sucedeu nos tempos de Cavaco. Por que razão houve uma travagem nas transferências de fundos? A resposta é simples: o dinheiro desaparecia a olhos vistos, quem comia à mesa do poder atarefava-se em criar instituições fundações, para lhe pingar algum. O nome de Marques Mendes era recorrente nesses veículos, para lhe dar credibilidade. Os europeus assustaram-se e tiverem de repensar melhor estabelecendo critérios mais rigorosos na atribuição de fundos. Acabou-se a teta de toma lá o cheque e vai gastar.  

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