Zelensky classifica como “histórico” abate dos mísseis russos supersónicos
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou
como um “resultado histórico” a interceção de todos os mísseis russos lançados
na terça-feira contra a Ucrânia, incluindo seis mísseis
supersónicos Kinzhal, informações
negadas por Moscovo.
"Tinham-nos dito que esses mísseis têm morte garantida
porque são impossíveis de abater", sublinhou Zelensky que se dirigiu por
videoconferência à cimeira
de chefes de Estado e Governo do Conselho da Europa (CoE), que começou
esta terça-feira em Reiquiavique.
A Rússia lançou mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e
‘drones’ ao mesmo tempo para travar o trabalho das defesas antiaéreas
ucranianas, explicou Zelensky, garantindo que, apesar disso estes sistemas
conseguiram "salvar todas as vidas" que estavam ameaçadas.
O chefe de Estado ucraniano agradeceu às Forças Armadas do
seu país e aos aliados que apoiam Kiev com armamento e treino dos seus
militares.
"Faz um ano não fomos capazes de derrubar a maioria dos
mísseis terroristas, principalmente os balísticos. E eu pergunto, se podemos
fazer isso agora, há algo que não possamos fazer se estivermos unidos e
determinados a salvar vidas?”, frisou no seu discurso.
No entanto, Zelensky enfatizou que "ainda há muito a
ser feito" para que o abate de 100% dos mísseis agressores se torne a
norma, destacando que as defesas antiaéreas ucranianas precisam de ser ainda
mais fortalecidas.
Moscovo negou esta terça-feira as alegações de Kiev sobre a
ação das suas defesas aéreas.
"A Rússia não lançou tantos Kinzhals quanto [os
ucranianos] dizem que derrubaram", salientou o ministro da Defesa
russo, Serguei Shoigu, citado pela agência de notícias Ria Novosti.
Shoigu referiu que Kiev deu um número de interceções três
vezes superior à realidade.
O míssil Kinzhal ("Adaga" em russo) é uma das armas
apontadas como "invencíveis" pelo Presidente russo, Vladimir Putin,
já que a sua velocidade permite ultrapassar a maioria dos sistemas de defesa
aérea.
A Ucrânia tinha revelado o abate de um míssil russo pela
primeira vez no início de maio, graças ao poderoso sistema
antiaéreo norte-americano Patriot, entregue a Kiev em abril.
(…).
"Tornaremos a defesa contra o terror tão forte
quanto possível"
Esta noite, Zelensky agradeceu ao Ocidente o envio de
sistemas de defesa que ajudaram a Ucrânia a defender os céus do país contra os
mísseis russos.
No seu vídeo diário, o presidente ucraniano diz que
foi o "tempo, energia, argumentos, reuniões e trabalho de informação"
que permitiram construir tal sistema de defesa aérea" que permitiu abater
os 18 mísseis russos.
"Antes de mais, quero agradecer a todos os defensores
dos nossos céus. Obrigado, heróis! Dezoito dos dezoito mísseis foram abatidos.
É por isso que estamos constantemente a trabalhar em visitas que trarão mais
oportunidades, mais sistemas Patriot, IRIS-T, Crotale, Hawk e NASAMS. Agradeço,
uma e outra vez, a todos os nossos parceiros no mundo que ajudaram o nosso país
com os sistemas de defesa aérea adequados! Também não podemos esquecer o
esforço que é necessário para obter essas armas para a Ucrânia. Quanto tempo,
energia, argumentos, reuniões e trabalho de informação nos permitiram construir
um tal sistema de defesa aérea. É um trabalho tremendo... E agradeço a todos os
que estão envolvidos! A todos os níveis! Dia após dia, mês após mês, a nossa
equipa tem trabalhado para garantir a proteção do céu. Costumávamos ouvir dizer
que os Patriots eram supostamente irrealistas... E agora aqui estão eles, os
Patriots. E não é só isso que vamos proporcionar à Ucrânia! Juntamente com os
parceiros da Ucrânia, tornaremos a defesa contra o terror tão forte quanto
possível", afirma Zelensky.
Fonte: CNN Portugal, 16 de maio de 2023
Zelensky tem de se juntar à Europa já. Aprendeu a mentir,
é um político europeu por direito. Não há nenhuma razão para não estar na próxima semana na
União Europeia, visto cumprir o principal requisito.

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