Improvável que BCE declare no futuro próximo que taxas máximas foram atingidas
Battle Drone – Michael Paré
A presidente do BCE, Christine Lagarde, disse hoje que a
natureza da inflação na zona euro está a mudar e é improvável que, no
futuro próximo, o banco central possa declarar que as taxas diretoras máximas
foram atingidas.
Em Sintra, na abertura do Fórum do Banco Central (BCE),
Christine Lagarde reafirmou que a inflação na zona
euro é demasiado elevada e continuará
a sê-lo durante demasiado tempo, sendo que o compromisso do banco central em
atingir a meta de inflação de 2% se mantém.
"Ainda não assistimos ao impacto total dos aumentos
acumulados das taxas de juro decididos desde julho passado -- que ascendem a
400 pontos base. Porém, o nosso trabalho ainda não terminou", disse.
A presidente do BCE reafirmou o sinalizado na última reunião
do Conselho de Governadores deste mês: "Exceto se ocorrer uma alteração
substancial das perspetivas de inflação", o banco central continuará
"a aumentar as taxas em julho".
Christine Lagarde explicou que existem duas fontes de incerteza que
afetam o "nível" e a "duração" das taxas diretoras.
Por um lado, a incerteza quanto à persistência da
inflação leva a que o nível em que as taxas atingirão um máximo dependerá
da situação.
"Dependerá de como a economia e várias das forças que
descrevi evolvem com o tempo. Além disso, terá de ser continuamente reavaliado
ao longo do tempo", afirmou.
Assim, considera ser "improvável que, no futuro próximo, o banco central possa
declarar com toda a confiança que as taxas máximas foram atingidas".
"É por este motivo que a nossa política tem de ser
decidida reunião a reunião e de permanecer dependente dos dados", disse.
Por outro lado, existe incerteza acerca da força da
transmissão da política monetária.
"O quão forte a transmissão se revelar na prática determinará
o efeito de um dado aumento das taxas sobre a inflação e isso refletir-se-á na
trajetória esperada da política monetária", salientou.
Lagarde
recorda que parte desta incerteza reside no facto da zona euro não ter
atravessado uma fase sustentada de aumentos das taxas de juro desde meados da
década de 2000 e as taxas nunca terem subido tão rapidamente.
"Precisamos que as taxas atinjam níveis
'suficientemente restritivos' para fixar a restritividade da nossa política
monetária", salientou, acrescentando que é necessário comunicar claramente
que permanecerão "nesses níveis enquanto for necessário".
"Tal assegurará que os aumentos das taxas não suscitam
expectativas de uma inversão demasiado rápida da política monetária e permitirá
a concretização do impacto total das nossas medidas anteriores", disse.
Fonte: Lusa, 27 de junho de 2023
Enquanto os “economistas” nadam em seco, sem a mínima
ideia do que estão a fazer, prejudicando as pessoas e a economia, esta, no
final, sobrevirá, mas demorará mais tempo, cortesia dos “economistas” em cargos
(muito bem remunerados) oferecidos pelo poder políticos.
O cómico da situação será ver Lagarde vangloriar-se de que
a sua “ação enérgica” foi responsável pela descida da inflação.

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