EUA alegam que China está "provavelmente" a financiar a guerra da Rússia na Ucrânia
Cross of Iron (1977)
Um relatório dos serviços secretos norte-americanos afirma
que a China está provavelmente a fornecer material ao exército russo na
Ucrânia.
O relatório afirma que Pequim é um "apoio cada vez mais
importante para a Rússia no seu esforço de guerra, provavelmente
fornecendo a Moscovo tecnologia-chave e equipamento de dupla utilização para a
guerra na Ucrânia".
Equipamento
de navegação, tecnologia de interferência e peças para aviões de combate são
alguns dos artigos fornecidos pela China, apesar dos controlos internacionais.
O relatório, publicado na quinta-feira, corre o risco de
agravar as tensões com os EUA, que já advertiram Pequim contra a ajuda à ofensiva
mortal da Rússia à Ucrânia.
A posição da China em relação à guerra na Ucrânia é
complicada, com o país a ser empurrado e puxado em direções diferentes.
Pequim não condenou a invasão russa e faz eco de muitas
das afirmações antiocidentais de Moscovo, mas também sublinhou a
integridade territorial da Ucrânia e apresentou um plano de paz.
A China já negou que esteja a enviar ajuda militar à Rússia.
O relatório de quinta-feira também alega que a China
ajudou a Rússia a contornar as sanções ocidentais, tornando-se "um
parceiro económico ainda mais importante" para Moscovo desde o início da
guerra em fevereiro de 2022.
Pequim adquiriu mais energia russa, incluindo petróleo e gás
reencaminhados da Europa, afirma o relatório, referindo que a Rússia exportou o
dobro do gás de petróleo liquefeito para a China em 2022 em comparação com
2021.
As receitas do petróleo e do gás são uma fonte vital de
financiamento da guerra da Rússia na Ucrânia.
Algumas das vendas de energia para a Europa diminuíram
devido às sanções, embora a Global Witness tenha afirmado na quinta-feira que a
gigante francesa da energia Total continua a comprar grandes quantidades de gás
natural liquefeito russo.
Embora a China tenha fornecido às forças armadas russas
ajuda não letal, como munições e uniformes, o relatório dos EUA concluiu que o
país forneceu a Moscovo drones e peças para drones.
Em declarações à Euronews, em junho, a Dra. Jade McGlynn, investigadora em Estudos
de Guerra no King's College de Londres, afirmou que Moscovo tem utilizado
drones e mísseis para "bombardear com terror" os civis ucranianos, numa
estratégia deliberada para enfraquecer a moral.
Em abril, o Presidente russo, Vladimir Putin, e o Ministro da
Defesa chinês, Li Shangu, reuniram-se em Moscovo para discutirem cooperação
militar, que descreveram como uma parceria "sem limites".
Durante essa reunião, Putin anunciou que as forças armadas
da Rússia e da China partilhavam regularmente informações, cooperavam em
questões militares e técnicas e na realização de exercícios conjuntos na Europa
e no Extremo Oriente.
Fonte: Euronews, 28 de julho de 2023
Os relatórios dos serviços de espionagem, embora tenham
como objetivo construir um inimigo terceiro para futuras guerras, são tão humorísticos
que se aplicam a todas as opções como: «EUA alegam que os EUA estão
"provavelmente" a financiar a guerra da Rússia na Ucrânia».

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