Kiev diz que grupo Wagner procura soldados bielorrussos para atacar a Polónia

Cross of Iron (1977)

O Centro para a Resistência Nacional (CRN), estabelecido pelas Forças de operações especiais ucranianas para promover atividades de subversão no outro lado da frente, disse há instantes que o grupo Wagner pretende recrutar soldados bielorrussos dispostos a atacar a Polónia e Lituânia.

Estas tentativas de reforçar as fileiras do grupo paramilitar russo estão a decorrer no âmbito da instrução que os membros do Wagner estão a fornecer aos soldados da Bielorrússia em solo bielorrusso, onde se fixaram após a rebelião do seu chefe, Evegueni Prigozhin, contra as chefias militares do Exército russo.

De acordo com soldados bielorrussos que contestam o Presidente Alexander Lukashenko e que estarão em contacto com o CRN ucraniano e participam nos treinos, uma das condições para ser admitido no Wagner será “a disponibilidade de participar em ações militar no território de países vizinhos”.

“Em particular, Polónia e Lituânia”, indica o CRN ucraniano em comunicado publicado na sua página digital.

Em 23 de julho, Lukashenko assegurou durante um encontro em São Petersburgo com o seu homólogo Vladimir Putin que os paramilitares do grupo Wagner estacionados no seu país lhe pediram “autorização” para atacar a Polónia.

Estas declarações foram interpretadas apenas como uma forma de pressionar a Polónia, o principal país do flanco leste da NATO e um dos mais destacados apoiantes da Ucrânia.

Depois de liderar recentemente a captura de Bakhmut, província de Donetsk, no leste ucraniano, o grupo Wagner rebelou-se contra as lideranças militares russas na noite de em 23 para 24 de junho, após acusá-las de sabotar as atividades dos mercenários e até bombardear os seus acampamentos.

Fonte: CNN Portugal, 27 de julho de 2023

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