Saída da Rússia do acordo de cereais é um risco para a inflação
The Doorman
(2020) - Ruby Rose, Aksel Hennie
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine
Lagarde, alertou hoje que a saída da Rússia do acordo de cereais do Mar Negro é
um risco para a inflação.
Em conferência de imprensa, após a reunião do Conselho de
Governadores do BCE, Lagarde considerou que “as perspetivas de crescimento
económico e inflação continuam altamente incertas”.
“Os riscos ascendentes para a inflação incluem potenciais
pressões ascendentes renovadas sobre os custos da energia e dos alimentos,
também relacionadas com a retirada unilateral da Rússia da Iniciativa dos
Cereais do Mar Negro”, afirmou.
Há um ano, a Rússia e a Ucrânia chegaram a um acordo mediado
pela ONU e pela Turquia que reabriu três portos ucranianos do Mar Negro que
tinham sido bloqueados pelos combates entre a Rússia e a Ucrânia e garantiu que
os navios que entrassem nos portos não seriam atacados.
A Rússia recusou-se a renovar o acordo este mês,
queixando-se de que as suas próprias exportações estavam a ser bloqueadas.
Tanto a Rússia como a Ucrânia são grandes fornecedores de cereais.
Lagarde apontou ainda um aumento duradouro nas
expectativas de inflação acima da meta de 2% do BCE, ou maiores aumentos do que o
previsto nos salários ou nas margens de lucro como fatores que podem levar a
uma subida da inflação, incluindo no médio prazo.
Por outro
lado, uma procura mais fraca – por exemplo, devido a uma transmissão mais forte
da política monetária – levaria a pressões de preços mais baixas,
particularmente no médio prazo.
A presidente do BCE sublinhou que a inflação iria cair
mais rapidamente se a queda dos preços da energia e os aumentos mais baixos dos
preços dos alimentos fossem transmitidos aos preços de outros bens e serviços
mais rapidamente do que o atualmente previsto.
Entre os riscos negativos para o crescimento elencou “a guerra injustificada da
Rússia contra a Ucrânia e um aumento nas tensões geopolíticas mais amplas, que
podem fragmentar o comércio global e, assim, pesar na economia da zona do
euro”.
“O crescimento também pode ser
mais lento se os efeitos da política monetária forem mais fortes do que o
esperado, ou se a economia mundial enfraquecer e, assim, diminuir a procura por
exportações da zona euro”, assinalou.
Por outro lado, o BCE acredita que “o crescimento pode ser maior do que o projetado se o forte
mercado de trabalho, o aumento dos rendimentos reais e a diminuição da
incerteza significarem que as pessoas e as empresas se tornam mais confiantes e
gastam mais”.
Fonte: CNN Portugal, 27 de julho de 2023
É uma pena esta economista francesa não mencionar os aumentos dos lucros dos bancos devido à sua política monetária de galinha tonta às voltas no galinheiro situado na Alemanha e em França.















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