Ucrânia muda o dia de Natal para 25 de dezembro
Cross of
Iron (1977) – James Coburn
A Ucrânia irá passar a celebrar o Natal em 25 de dezembro,
em vez de 07 de janeiro, como até agora, segundo uma lei sancionada hoje pelo
Presidente Volodymyr Zelensky, que permite aos ucranianos afastarem-se da
“ideologia russa”.
"O povo ucraniano há muito que está sujeito à ideologia
russa em quase todas as áreas da vida, incluindo o calendário juliano e a
celebração do Natal em 07 de janeiro", destaca a nota explicativa da lei
que tinha sido votada pelos deputados em meados de julho.
No entanto, continua o texto, “o poderoso renascimento da
nação ucraniana continua”.
“A luta contínua e frutífera pela sua identidade
contribui para a consciência e o desejo de cada ucraniano de viver a sua
própria vida, com as suas próprias tradições, as suas próprias férias”,
realça ainda.
A mudança para alterar a data em que se celebra o Natal é a
mais recente de uma série de medidas que a Ucrânia tomou nos últimos anos para
se distanciar de Moscovo, incluindo renomear ruas e cidades que evocavam a era
soviética.
A lei ilustra também o afastamento que cresceu entre as
igrejas de Kiev e Moscovo ao longo de vários anos, reforçada pela invasão russa
da Ucrânia lançada em fevereiro de 2022.
Colocada por vários séculos sob a tutela religiosa da
Rússia, a Igreja Ortodoxa Ucraniana foi declarada autónoma e independente do
Patriarcado de Moscovo em 2019.
Em maio de 2022, a Igreja Ucraniana, que permaneceu fiel a
Moscovo, também declarou a sua independência, em reação ao apoio à guerra
expresso pelo patriarca russo Kirill.
Um conjunto de Igrejas Ortodoxas no mundo, incluindo as da
Rússia ou da Sérvia, ainda utilizam o calendário juliano para as suas
celebrações religiosas e não o calendário gregoriano, elaborado no final do
século XVI.
Fonte: Lusa, 28 de julho de 2023
Quando despediu o ministro ucraniano da Cultura,
Oleksander Tkachenko afirmava convicto Zelensky: "Museus, centro
culturais, símbolos, programas de televisão: tudo isso é importante, mas agora
há outras prioridades (...). Todos entendem o que está em jogo. A decoração das
cidades, as fontes e as pedras podem esperar. A vitória está primeiro”.
Fonte: CNN Portugal, 21 de julho de 2023

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