Nagorno-Karabakh deixará de existir em 1 de janeiro de 2024
Uma semana após a ofensiva vitoriosa do Azerbaijão no
enclave maioritariamente arménio, a autoproclamada república de
Nagorno-Karabakh, no Cáucaso, anunciou que vai dissolver todas as suas
instituições.
"Todos os órgãos do Estado e as organizações deles
dependentes devem ser dissolvidos até 1 de janeiro de 2024 e a República do
Nagorno-Karabakh deixará de existir", refere o decreto, assinado pelo
presidente separatista da região, Samvel Shakhramanyan.
O documento afirma que os habitantes de Nagorno-Karabakh,
incluindo os que se encontram fora do seu território, devem tomar nota das
condições apresentadas pelo Azerbaijão para a reintegração e depois
"decidir individualmente" se querem permanecer em Nagorno-Karabakh ou
regressar.
O decreto cita um acordo alcançado na semana passada para
pôr fim aos combates, segundo o qual o Azerbaijão permitirá a
"circulação livre, voluntária e sem entraves" dos residentes da
região e, em troca, desarmará as tropas de etnia arménia no enclave.
O anúncio ocorre depois de o Azerbaijão ter levado a cabo
uma ofensiva militar
relâmpago para recuperar o controlo total da região separatista, que
obrigou os combatentes de etnia arménia da região a depor as armas.
A dissolução da autoproclamada república do
Nagorno-Karabakh, que não é reconhecida, nem pela Arménia, foi uma das
condições impostas pelo Azerbaijão para pôr termo à operação militar lançada no
dia 19 contra o enclave, que terminou no dia seguinte com a capitulação dos
Karabakhis.
Um conflito antigo
A Arménia e o Azerbaijão, duas ex-repúblicas soviéticas,
entraram em guerra por causa da região entre 1988 e 1994, quando os arménios
tentaram separar-se da recém-independente nação do Azerbaijão.
Os combatentes arménios venceram a primeira guerra, que
terminou em 1994. Mas durante uma guerra de seis semanas em 2020, o Azerbaijão
pôs fim a esse controlo e Baku retomou a maior parte da região.
Nagorno-Karabakh foi governado por autoridades separatistas
arménias durante cerca de 30 anos.
Êxodo rumo à Arménia
Quase metade da população da região, estimada em 120 000
pessoas, abandonou as suas casas e fugiu para a Arménia nos últimos dias, desde
a ofensiva do Azerbaijão.
Atualmente há 53 629 refugiados na Arménia, de acordo com os
últimos dados divulgados pelo executivo de Erevan.
Segundo o governo arménio, a maioria dos deslocados tem casa
na Arménia ou familiares que os acolheram. Os restantes estão alojados em
abrigos, hotéis, centros de acolhimento e outros edifícios na cidade de Goris,
que fica perto da fronteira com o Azerbaijão.
Fonte: DW, 28 de setembro de 2023
Os habitantes de Nagorno-Karabakh nunca tiverem hipótese, tal como os palestinianos, têm aspeto rude, trigueiro, feio,
pouco apelativo para vender solidariedade e proteção, mesmo invocando o nome de Putin
muito longe do charme relações públicas das crianças ucranianas de bochechas redondas e bonecos de peluche, um céu para os publicitários, um produto que se autovende.





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