Rangel desafia PS a demarcar-se do pró-russo Robert Fico
Men of War
(1994) - Catherine Bell
A
campanha eleitoral para as europeias ainda não arrancou, mas PSD e PS aumentam
o tom e a troca de acusações. Desde a vitória no fim de semana que a família
socialista está de novo sob pressão para reagir ao possível regresso de Robert
Fico.
Paulo Rangel acusa o PS de não se demarcar do polémico
ex-primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, que, este fim de semana, voltou a
vencer as eleições. Na resposta, o PS diz que as acusações de Rangel são falsas
e graves.
No centro estão as eleições na Eslováquia, em que venceu o
ex-primeiro-ministro Robert Fico, cujo partido pró-russo, o SMER, faz parte da
família socialista europeia.
Paulo Rangel foi ao debate sobre a liberdade de imprensa,
em Estrasburgo, recordar o assassinato do jornalista eslovaco que levou à
demissão de Robert Fico em 2018.
"Sabemos que foi no âmbito de uma investigação
contra a corrupção na Eslováquia e do governo do senhor Fico que se deu a morte
de Jan Kuciak e da sua mulher. Durante cinco anos, nunca vi, nem em Portugal,
nem aqui em Bruxelas, o Partido Socialista Português e o S&D demarcar-se do
Smer e do senhor Fico, que neste momento estão ao lado da propaganda russa e
de Putin", apontou Rangel.
Na reação em comunicado, o PS acusa Rangel de faltar à
verdade, garantindo que na época, os socialistas europeus condenaram o
assassinato do jornalista e o partido eslovaco SMER chegou a ser suspenso.
Mas desde a vitória no fim de semana que a família
socialista está de novo sob pressão para reagir ao possível regresso de Robert
Fico e às polémicas promessas eleitorais, incluindo parar o apoio militar a
Kiev.
Bratislava está no centro da atenção mediática europeia,
numa semana em que Polónia e República Checa anunciam que vão repor os
controlos nas fronteiras com Eslováquia para travar fluxos migratórios.
Fonte: SIC Notícias, 3 de outubro de 2023
Um volúvel político, sem espinha dorsal para sustentar convicções que apanha nas modas do momento. Eufórico, correu à fronteira da Colômbia com a Venezuela para apoiar Juan Guaidó, cobrindo-o de abraços democráticos e juras de esperança. Depois, deixou cair o presidente, de facto, da Venezuela como se fosse um chinela velho, nunca mais pronunciou uma palavra amiga. Teme-se que agora suceda a mesma coisa nesta nova moda.

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