Presença russa gera controvérsia em encontro da OSCE e responsáveis europeus reiteram apoio à Ucrânia: o 646.º dia de guerra
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Sergei Lavrov foi ao encontro da Organização para a
Segurança e Cooperação na Europa, que decorre em Skopje, fazer críticas – e
muitos não gostaram. Charles Michel e Ursula von der Leyen reiteraram a
necessidade de continuar a apoiar a Ucrânia. Eis os principais acontecimentos
relacionados com a guerra nesta quinta-feira
O encontro anual da Organização para a Segurança e
Cooperação na Europa (OSCE), que começou nesta quinta-feira e se prolonga até
amanhã em Skopje, na Macedónia do Norte, marcou o 646.º dia de guerra na
Ucrânia. Durante o discurso do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, que
criticou a organização, alguns delegados abandonaram a sala.
⇒ O ministro dos Negócios Estrangeiros da Macedónia do
Norte, Bujar Osmani, considerou que “a guerra de agressão da Rússia
contra a Ucrânia é um insulto” aos valores da OSCE. Osmani é o presidente em
exercício da organização.
⇒ O ministro dos Negócios
Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, acusou a OSCE de se ter tornado num “apêndice” da NATO e da União
Europeia e defendeu que a organização está “à beira de um precipício”. Alguns delegados abandonaram a
sala enquanto Lavrov falava.
⇒ No mesmo encontro, o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes
Cravinho, defendeu que a paz “é da
exclusiva responsabilidade” da Rússia, mediante a retirada dos territórios ocupados na Ucrânia,
mensagem que transmitiu ao homólogo russo,
em quem viu “falta de convicção”.
⇒ O Presidente ucraniano visitou os soldados do país na linha da frente de Kupiansk. “Os
combatentes na zona de Kupiansk protegem a vida em paz dos ucranianos, das
gentes da região de Kharkiv”, disse Volodymyr Zelensky, apesar de parte deste território permanecer controlado por forças russas.
⇒ O chanceler alemão, Olaf
Scholz, reiterou o apoio à abertura
de negociações para a adesão da Ucrânia à União Europeia,
numa conversa telefónica com o Presidente ucraniano.
⇒ O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel,
apelou à criação de uma “união de defesa”,
sublinhando a necessidade de continuar a apoiar a Ucrânia
e de garantir a segurança da própria
Europa.
⇒ A presidente da Comissão
Europeia salientou a importância do
apoio à Ucrânia.
“O ambiente estratégico
que nos rodeia mudou radicalmente. Este facto cria um novo tipo de
responsabilidade para a Europa. Chamo-lhe responsabilidade estratégica. É uma responsabilidade, antes de
mais, apoiar a Ucrânia nesta
guerra, durante o tempo que for necessário”, realçou Ursula von der Leyen.
⇒ As “necessidades mais urgentes” das tropas ucranianas neste momento são equipamento de guerra eletrónica, drones e proteção contra drones, enumerou o chefe de gabinete do Presidente ucraniano, Andriy Yermak.
⇒ O Ministério da
Defesa do Reino Unido indicou que a Rússia
iniciou o envio de uma nova divisão das forças aerotransportadas para Kherson, na Ucrânia. No entanto, “é provável”
que estes militares estejam “mal
treinados”.
⇒ O comissário
ucraniano para os direitos humanos acusou a Rússia
de se recusar a aceitar novas trocas de prisioneiros de guerra, que não acontecem há três meses. “As trocas não acontecem porque a Rússia não quer que aconteçam”, disse Dmytro Lubinets.
⇒ Uma pessoa morreu e dez ficaram feridas na sequência de ataques com mísseis
russos na região de Donetsk nesta quinta-feira.
Fonte: Expresso, 30 de novembro de 2023

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