Charles Michel renuncia da corrida para as eleições europeias
Alfred
Hitchcock Presents / Mrs. Herman and Mrs. Fenimore - Doro Merande
A desistência de Charles Michel ocorre três semanas depois
ter anunciado disponibilidade para encabeçar a lista do Movimento Reformista na
corrida eleitoral europeia.
Num texto publicado no seu Facebook, na sexta-feira, 26 de
janeiro, Michel denunciou aquilo que acredita serem "ataques pessoais [que]
estão cada vez mais a sobrepor-se aquilo que é a realidade".
"Não serei candidato nas eleições europeias",
acrescentou, sublinhando o seu desejo de cumprir as suas responsabilidades
atuais "com determinação" até ao seu termo.
Fortes críticas expressas
durante o seu anúncio
Quando disse que ia sair do cargo de presidente do Conselho
Europeu para se dedicar às eleições europeias, Charles Michel abalou o
calendário, levantando questões desconfortáveis em torno da sucessão. A corrida pelos "melhores empregos" em Bruxelas,
tornou-se feroz.
O que mereceu fortes críticas, algumas delas provenientes do
seu campo político. "O capitão deixa o navio no meio de uma tempestade",
criticou a eurodeputada holandesa Sophie in’t Veld, da Renew Europe (centristas
e liberais).
Pertencente à mesma geração de líderes pró-europeus, como o
de Emmanuel Macron ou o luxemburguês Xavier Bettel, Charles Michel foi
escolhido em 2019 para suceder o polaco Donald Tusk, à frente do Conselho
Europeu. Uma posição de prestígio, mas também perigosa, muitas vezes
ingrata; onde a busca de consenso requer contorções difíceis.
Previstas de 6 a 9 de junho nos 27 países da UE, as eleições
europeias levarão à renovação dos chefes das principais instituições da União,
que devem refletir o equilíbrio político resultante da eleição.
Fonte: Euronews, 27 de janeiro de 2024


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