Da polémica do Museu de Arte Antiga ao Mosteiro dos Jerónimos: quem é Dalila Rodrigues?
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Doutorada pela Universidade de Coimbra, a nova ministra da
Cultura é Dalila Rodrigues, historiadora
de arte e professora
universitária. O Museu Grão Vasco, em Viseu, foi a primeira instituição
pública que dirigiu entre 2001 e 2004. Daí, ‘desceu’ para Lisboa e para a
direção do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), a casa dos painéis de S.
Vicente e de um dos raros Hieronymus Bosch que existem no mundo, durante dois
anos.
A saída de Dalila Rodrigues do MNAA em 2007 esteve rodeada de polémica. Depois de
ter criticado o modelo de gestão dos museus nacionais e de ter duplicado o
número de visitantes (de quase 72 mil para 192 mil), o Ministério da Cultura,
então liderado por Isabel Pires de Lima, decidiu que a comissão de serviço da
historiadora não seria renovada. “Defendo que o museu mais importante do país
deve ter uma gestão com eficácia quotidiana, capacidade de programação e de
potenciamento de verbas. Isto significa que o diretor-geral do IMC não pode
tomar todas as decisões, do empréstimo de obras às coisas mais simples do dia a
dia”, disse, então, ao Público.
Seguiu-se uma curta passagem de sete meses pela Casa da
Música, no Porto, e, depois, a direção da Casa de Histórias - Museu Paula Rego,
em Cascais, também por pouco tempo. Depois de ter estado na comissão de
instalação do museu, não foi nomeada para a direção. "Acontece que a
nomeação do diretor tem de ser consensual no âmbito do Conselho de
Administração e tal não foi possível, pelo que a mesma não irá ser nomeada para
o cargo", afirmou a então vereadora da cultura da câmara de Cascais, Ana Clara
Justino, ao DN.
Em 2019, Dalila Rodrigues tornou-se diretora do Mosteiro dos
Jerónimos e da Torre de Belém, dois dos monumentos mais visitados do país,
cargo que ocupava atualmente.
Fonte: TVI Notícias, 28 de março de 2024


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