De caras conhecidas a algumas surpresas. Veja os perfis dos ministros do Governo de Montenegro
Alfred
Hitchcock Presents / Party Line - Judy Canova
Já é conhecida a lista dos novos ministros da Luís
Montenegro. Entre os nomes há alguns que já eram esperados e também algumas novidades.
Veja os perfis dos ministros que tomam posse para a semana.
O próximo Governo, liderado por Luís Montenegro, será
composto por 17 ministros, 10 homens e sete mulheres. A maioria são caras
conhecidas e das fileiras do partido, para uma legislatura que se adivinha
complicada para atingir consensos com a maioria relativa. Saiba quem são os
novos ministros que vão tomar posse após a Páscoa, no dia 2 de abril.
“Centeno de Rio” nas Finanças
Joaquim Miranda
Sarmento – Ministro das Finanças
Professor universitário, economista e político, Joaquim
Miranda Sarmento foi uma das primeiras escolhas – e talvez uma das mais
esperadas – de Luís Montenegro para o seu Governo. Conhecido como o “Centeno de
Rui Rio”, Miranda Sarmento é a cara da área económica do PSD há vários anos. O
atual líder do Grupo Parlamentar social-democrata foi adjunto económico de
Cavaco Silva em Belém, depois coordenador do programa económico de Rui Rio e,
por fim, líder parlamentar de Montenegro.
Miranda Sarmento defende que “o Ministério das Finanças deve
ser um agente ativo na política de competitividade e crescimento económico,
através de uma política fiscal que incentive o investimento e a poupança,
através da redução dos custos de contexto, das externalidades positivas de
melhores serviços públicos e que liberte recursos para a iniciativa privada”.
Tem vindo a defender, desde 2019, uma “Reforma do Ministério das Finanças”.
Nas suas palavras, “trata-se de uma reforma que visa dotar o
Setor Público de uma elevada competência na sua gestão financeira e
patrimonial, por forma a aumentar a transparência da gestão pública, reduzir os
desperdícios e reforçar a accountability (prestação de contas e transparência)
do Setor Público Administrativo”, explica, bem como “aumentar a qualidade da
informação financeira e económica e da accountability do Setor Público, assim
como a rapidez da sua disponibilidade”.
Nascido em Lisboa, em 1978, foi consultor da Unidade Técnica
de Apoio Orçamental (UTAO) e esteve dez anos no Ministério das Finanças. É
professor auxiliar de finanças no ISEG-Lisbon School of Economics and
Management e Doutorado em Finanças pela Universidade de Tilburg, na Holanda.
Ex-AICEP chega à economia
Pedro Reis – Ministro
da Economia
Luís Montenegro já tinha antecipado que queria um ministro
da Economia “ao jeito de Mira Amaral”, próximo das empresas, conhecedor do
terreno, com capacidade para dialogar com todos os setores, com peso político e
que domine os instrumentos de financiamento e de atração de investimento. E a
escolha recaiu sobre Pedro Reis, antigo presidente da AICEP (Agência para o
Investimento e Comércio Externo de Portugal) nos anos da troika e coordenador
do grupo de estudos do PSD – um dos coordenadores do programa eleitoral da AD.
Numa entrevista recente ao jornal Público, Pedro Reis
defende que a receita para o crescimento passa por “tratar bem o setor
privado”, reduzir impostos e burocracia. “Não conheço nenhum país que tenha
futuro que não seja pela aposta no crescimento económico, e o crescimento
económico é tratando-se bem o setor privado, não vejo outro modelo que tenha
vingado”, argumenta.
Licenciado em Gestão e Administração de Empresas pela
Universidade Católica Portuguesa, Pedro Reis integrou ainda o Conselho Nacional
para o Empreendedorismo e a Inovação, fez parte do Conselho da Indústria no
âmbito do Ministério da Economia e foi membro da Reunião de Coordenação dos
Assuntos Económicos e do Investimento (RCAEI), coordenando a Comissão
Permanente de Apoio ao Investidor (CPAI). Foi ainda membro do Conselho Geral e
de Supervisão da Portugal Ventures. Tem ainda um passado ligado à banca, tendo
exercido vários cargos no BCP.
Vice do partido assume Presidência do Conselho de Ministros
António Leitão Amaro
– Ministro da presidência do Conselho de Ministros
O deputado eleito por Viseu completa 44 anos no dia 2 de
abril, o mesmo dia em que o novo Governo, no qual vai assumir a Pasta da
Presidência do Conselho de Ministros, toma posse. Natural do Caramulo, António
Leitão Amaro é o atual vice-presidente do PSD, foi co-coordenador do programa
económico e do programa eleitoral do partido e é um dos mais próximos de Luís
Montenegro e era, também por isso, um dos nomes considerados incontornáveis
como ministro.
Ao longo dos últimos anos acumulou vários cargos políticos,
tendo sido secretário de Estado da Administração Local no XIX Governo de
Portugal, de Pedro Passos Coelho, e deputado pela bancada social-democrata.
António Leitão Amaro tem um mestrado em Direito pela
Universidade de Harvard, uma Licenciatura em Direito pela Universidade de
Lisboa e Pós-Graduações em Economia pela Universidade de Lisboa, e em Regulação
e Concorrência pela Universidade de Coimbra. É docente de Finanças Públicas na
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e na Católica Global School of
Law.
Pedro Duarte assume Assuntos Parlamentares
Pedro Duarte –
Ministro dos Assuntos Parlamentares
Pedro Duarte, outro dos nomes dados como incontornáveis no
novo Governo de Montenegro, assume a pasta dos Assuntos Parlamentares. O atual
coordenador do Conselho Estratégico Nacional do PSD foi líder da JSD, deputado
do partido durante 10 anos, secretário de Estado de Santana Lopes e diretor da
primeira campanha de Marcelo Rebelo de Sousa. Foi ainda o autor do Manifesto X,
um programa com dez metas para a próxima década apresentado em 2019.
O social-democrata natural do Porto é presidente da
Assembleia-Geral da ASSOFT (Associação Portuguesa de Software), Membro da
Direção da Câmara de Comércio Americana em Portugal e, desde janeiro de 2018,
preside ao Conselho Estratégico da Economia Digital da CIP.
Doutorado em Estudos de Desenvolvimento (ISEG, Universidade
de Lisboa), tem ainda um mestrado em Economia Internacional e Estudos Europeus
e licenciatura em Direito e MBA.
Rangel, da Europa para número 2 de Montenegro
Paulo Rangel –
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Paulo Rangel abandona o cargo de eurodeputado para assumir o
cargo de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, ficando ainda como
número dois do Governo. Com 56 anos, Rangel foi deputado, liderou o Grupo
Parlamentar social-democrata em 2008 e encabeçou, e venceu, a lista do Partido
às eleições para o Parlamento Europeu, em 2009. Em 2015 foi eleito
vice-presidente do PPE, no congresso de Madrid.
Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da
Universidade Católica Portuguesa, e advogado de profissão, começou a gostar da
política ainda quando criança, admirando figuras como Sá Carneiro.
Apaixonado por viagens, livros e escrita, Paulo Rangel deixa
agora o Parlamento Europeu para integrar o Executivo liderado por Luís
Montenegro.
Pinto Luz nas Infraestruturas assume dossiers complicados
Miguel Pinto Luz –
Ministro das Infraestruturas
Miguel Pinto Luz é outro dos vice-presidentes do PSD, a par
de Leitão Amaro, e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais. O antigo
secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, de Passos
Coelho, foi apontado como o ministro das Infraestruturas e Habitação, herdando
importantes dossiers, como a privatização da TAP, ou o novo aeroporto. Fica
ainda com o problema da habitação.
Caberá a Pinto Luz, sob as orientações do primeiro-ministro,
decidir quando avança a privatização da TAP e onde será a localização do novo
aeroporto. Montenegro garantiu antes das eleições que “vamos ter decisão” sobre
o novo aeroporto e esta será uma das prioridades do Governo. Quanto à TAP,
referiu que somos “favoráveis à privatização de 100%” desde que no caderno de
encargos se “salvaguarde o interesse de manutenção de um hub em Lisboa e
daquilo que são os critérios estratégicos para o país”.
Licenciado em Engenharia Eletrotécnica e Computadores pelo
Instituto Superior Técnico (IST), Pinto Luz tem ainda um MBA da AESE / IESE
Business School (Universidade de Navarra) e está atualmente a desenvolver um
doutoramento em Liderança na Rotterdam School of Management (Universidade
Erasmus).
Nuno Melo fica com a pasta da Defesa
Nuno Melo – Ministro
da Defesa
O líder do CDS fica com a pasta da Defesa. Nuno Melo é o
responsável pelo regresso ao Parlamento do CDS, com dois deputados, após o
partido ter perdido assento parlamentar nas últimas legislativas. O seu nome no
Executivo era praticamente certo, devido ao acordo com o PSD na Aliança
Democrática e será o representante do CDS no governo.
Nuno Melo é um dos históricos do partido – liderou o CDS
durante 17 anos – e, juntamente com Montenegro, conseguiram ressuscitar em
poucas semanas a Aliança Democrática.
Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da
Universidade Portucalense Infante D. Henrique, é deputado europeu e deputado da
AR.
Ana Paula Martins é a nova ministra da Saúde
Ana Paula Martins –
Ministra da Saúde
Doutorada em Farmácia, Ana Paula Martins foi Bastonária da
Ordem dos Farmacêuticos e Presidente do Conselho de Administração do Centro
Hospitalar e Universitário
Lisboa Norte. Demitiu-se do cargo no final do ano passado,
após meses marcados pela tensão na especialidade de Ginecologia e Obstetrícia
no Hospital de Santa Maria, com a demissão da equipa de direção e após um
protesto em bloco da equipa de médicos, que questionavam o plano das obras da
nova maternidade e a sua transferência para o Hospital de São Francisco Xavier.
Teve ainda que lidar com o polémico caso das gémeas brasileiras, que ocorreu
durante o mandato do seu antecessor Daniel Ferro.
Assume agora um dos ministérios mais complexos. Em dezembro
passado, questionada se aceitaria ser ministra da Saúde, citada pelo Expresso,
disse: ““Nunca aceitarei nada que não me sinta capaz de defender
intransigentemente e em que eu assuma completamente a responsabilidade daquilo
que me for entregue.”
Manuel Castro Almeida, ministro Adjunto e de Coesão Territorial
Manuel Castro Almeida
– Ministro Adjunto e de Coesão Territorial
Manuel Castro Almeida foi secretário de Estado do
Desenvolvimento Regional do Governo de Pedro Passos Coelho. Teve como
competência a negociação do Acordo de Parceria do Portugal 2020, o quadro
comunitário que agora terminou, foi responsável por algumas reformas ao nível
dos fundos europeus como a fusão do Instituto Financeiro para o Desenvolvimento
Regional e o Instituto Financeiro do Fundo Social Europeu, para dar origem à
atual Agência para o Desenvolvimento e Coesão e criou ainda uma figura inovadora
– a do curador do beneficiário, que depois foi extinta pelo Governo socialista.
Mas antes de ter assumido responsabilidades sobre os fundos,
numa pasta dirigida por Miguel Poiares Maduro, o novo ministro da Coesão, que
sucede a Ana Abrunhosa, já tinha grande experiência na área já que foi
administrador da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte
entre 1982 e 1991.
Foi secretário de Estado da Educação e do Desporto e por
três vezes presidente da câmara de São João da Madeira, de onde é natural Pedro
Nuno Santos.
Foi vice-presidente do anterior líder Rui Rio, mas abandonou
o cargo ao fim de pouco mais de um ano por divergências internas, e desde cedo
defendeu que o PSD deveria ir a eleições coligado, embora sem especificar com
que partidos.
Rita Júdice, ministra da Justiça
Rita Alarcão Júdice –
Ministra da Justiça
Rita Alarcão Júdice, sócia da PLMJ, saiu do escritório
fundado pelo pai, José Miguel Júdice, no passado mês de julho. A advogada era
sócia e co-coordenadora da área de Imobiliário e Turismo. Tem mais de 25 anos
de experiência no apoio a clientes portugueses e internacionais em diversos
projetos imobiliários. No ano passado, passou a colaborar com o PSD e com
António Leitão Amaro, vice-presidente do partido, na elaboração de propostas na
área da habitação.
Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da
Universidade Católica Portuguesa, em 1997, está inscrita na Ordem dos Advogados
desde 2000 e é sócia da PLMJ desde 2013.
É Membro da Comissão Executiva da Urban Land Institute (ULI)
Portugal e associada da Women in Real Estate (WIREPortugal).
Da JSD para o Ministério da Juventude
Margarida Balseiro
Lopes – Ministra da Juventude e Modernização
Margarida Balseiro Lopes, vice-presidente do PSD, será
responsável por um novo Ministério da Juventude e Modernização, que não existia
no último Governo. Com 35 anos, Balseiro Lopes é licenciada em Direito e
jurista, tendo também sido consultora fiscal.
O percurso no PSD começou desde jovem, tendo desempenhado
vários cargos na juventude do partido, nomeadamente de presidente da Comissão
Política Nacional da JSD entre 2018 e 2020.
Foi também deputada à Assembleia da República entre 2015 e
2022. Desempenhou ainda os cargos de membro da Assembleia Municipal da Marinha
Grande e de membro do Conselho Geral do Instituto Francisco Sá Carneiro.
José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura
José Manuel Fernandes
– Ministro da Agricultura e Pesca
“O desenvolvimento rural, a promoção da nossa diversidade,
os nossos produtos locais e as nossas tradições são forças que podemos
potenciar e ampliar.” Esta é uma das afirmações do novo ministro da
Agricultura. A escolha de Luís Montenegro recaiu sobre o eurodeputado em
detrimento do ex-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP),
Eduardo Oliveira e Sousa que chegou a ser dado como certo no cargo por alguns
meios de comunicação social.
Um dos seus grandes desafios será a revisão da Política
Agrícola Comum (PAC) num momento em que os agricultores em toda a Europa,
saíram à rua para defender os seus direitos, exigir mais apoios e uma redução
da burocracia para aceder aos mesmos e menos rigidez nas exigências ambientais.
“Sou defensor de uma União Europeia aberta, livre, próspera,
sustentável, coesa e solidária; que deverá liderar o exemplo e a inspiração
para o resto do mundo”, diz José Manuel Fernandes na sua página do Parlamento
Europeu, onde está desde 2009 e onde integra o grupo do Partido Popular
Europeu. Integra as comissões do Orçamento — onde assume funções de coordenador
do PPE — e de Economia.
Presentemente era o representante do PPE no grupo de
negociações do novo Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027, era relator e
negociador do Parlamento Europeu para o Programa InvestEU e co-relator do
relatório de iniciativa sobre recursos próprios da União Europeia.
Professor da UM para ministro da Educação, Ciência e Inovação
Fernando Alexandre –
Ministro da Educação, Ciência e Inovação
Fernando Alexandre foi o nome escolhido para liderar o
ministério da Educação, Ciência e Inovação. O professor da Universidade do
Minho e vice-presidente do Conselho Económico e Social foi secretário de Estado
Adjunto do Ministro da Administração Interna no XIX Governo Constitucional. Em
2022, recebeu o Prémio de Mérito Científico da UMinho.
Conhecido pela sua participação em diversos estudos
económicos e é membro da Comissão Técnica Independente para o novo aeroporto de
Lisboa.
Doutorado em Economia pela Universidade de Londres –
Birkbeck College, mestre e licenciado em Economia pela Universidade de Coimbra.
É Pró-Reitor para a Valorização do Conhecimento da Universidade do Minho e
Presidente da Direção da TecMinho. Anteriormente exerceu as funções de
Presidente, de Presidente do Conselho Pedagógico da EEG/UMinho e de Diretor do
Departamento de Economia da UMinho.
Tem diversos artigos publicados em revistas científicas
(Economics Letters, Scottish Journal of Political Economy, The World Economy,
CESifo Economic Studies, entre outras) e livros sobre a economia portuguesa.
Colaborou com diversos media e no blogue A Destreza das Dúvidas.
Maria do Rosário Palma Ramalho no Trabalho
Maria do Rosário
Palma Ramalho – Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social
Para as pastas do Trabalho, Solidariedade e Segurança
Social, foi escolhida Maria do Rosário Palma Ramalho. Doutorada em Direito, é
professora catedrática da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde
coordena e rege as disciplinas de Direito do Trabalho e de Teoria Geral do
Direito Civil, nos Cursos de Licenciatura, Mestrado e Doutoramento.
É também presidente da Associação Portuguesa de Direito do
Trabalho, desde 2013, além de ser vice-presidente da International Society of
Labour and Social Security Law e consultora da Comissão Europeia na área da
igualdade de género.
Numa entrevista ao Jornal de Negócios em 2018, a advogada
criticava o alargamento do período experimental para os jovens à procura do
primeiro emprego e desempregados de longa duração, medida que ficou prevista na
revisão do Código do Trabalho de 2019, mas que acabou por ser declarada
inconstitucional pelos juízes do Palácio Ratton. No seu programa, a Aliança
Democrática (AD) promete rever novamente o Código do Trabalho, simplificando.
Ex-diretora do SIS assume pasta da Administração Interna
Margarida Blasco –
Ministra da Administração Interna
Margarida Blasco, Juíza Conselheira do Supremo Tribunal de
Justiça, vai ser ministra da Administração Interna. Foi Diretora Geral do
Serviço de Informações de Segurança (SIS) entre 2004 e 2008 e Inspetora-Geral
da Administração Interna (IGAI) entre 2012 e 2019.
Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da
Universidade Clássica de Lisboa, Blasco foi ainda Chefe de Gabinete do
Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Justiça de 1987 a 1991.
Blasco lidou com algumas polémicas enquanto liderava a IGAI,
nomeadamente relacionados com alegados abusos policiais, já que as queixas são
dirigidas a este organismo.
Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia
Maria da Graça
Carvalho – Ministra do Ambiente e Energia
Maria da Graça Carvalho tem-se assumido, nos últimos cinco
anos, o papel de eurodeputada do Parlamento Europeu, integrando o Partido
Popular Europeu (PPE), da ala social-democrata. Neste papel, é membro do Comité
de Indústria, Investigação e Energia e do Comité das Pescas.
Recentemente, esteve envolvida na redação de dois diplomas
relevantes na área da energia: Foi nomeada relatora-principal do Regulamento de
Proteção da União Contra a Manipulação do Mercado Grossista da Energia (REMIT),
já aprovado, no passado mês de fevereiro, e afirmou-se como relatora-sombra da
Reforma de Mercado Elétrico da União Europeia, uma pasta ainda por fechar.
Antes, trabalhou nove anos na Comissão Europeia, onde foi
conselheira de Carlos Moedas e José Durão Barroso. Em Portugal, desempenhou
ainda as funções de ministra da Ciência, Inovação e Ensino Superior, nos
Governos chefiados por Durão Barroso e Pedro Santana Lopes. É Professora
Catedrática do Instituto Superior Técnico (Universidade de Lisboa).
Dalila Rodrigues assume Cultura
Dalila Rodrigues –
Ministra da Cultura
Dalila Rodrigues é Historiadora de Arte e Professora do
Ensino Superior e foi a escolhida por Luís Montenegro para assumir a pasta da
Cultura. A atual Diretora do Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém (desde
maio de 2019) dirigiu diversas instituições culturais nacionais, designadamente
o Museu Nacional Grão Vasco e o Museu Nacional de Arte Antiga. Foi ainda
administradora do CCB.
Defende que é preciso valorizar o património e os seus
recursos humanos, gerir com equilíbrio o turismo massificado e compreender as
alterações climáticas como um desafio fundamental na preservação patrimonial
Fonte: Eco, 28 de março de 2024


















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