Kremlin acusado de tentar matar Zelensky: “Teríamos acertado”, responde Medvedev no dia 743 da guerra na Ucrânia
Os mísseis russos que atingiram ontem o porto de Odessa passaram “muito perto”
do local onde o presidente da Ucrânia e o primeiro-ministro grego faziam uma
visita oficial à cidade.
A afirmação foi feita hoje por Kyriakos Mitsotakis, que teve
de ser transportado de urgência para um aeroporto militar por questões de
segurança. “Foi um momento intenso”, disse o chefe de governo da Grécia durante
uma conferência em Bucareste, antes de garantir: “Não vamos ser intimidados
pela Rússia.”
Pelo menos cinco pessoas morreram no ataque, muitas ficaram
feridas, e Kiev “não exclui a possibilidade” de Zelensky ter sido o alvo da
armada russa. “Foi a menos de 500 metros de
nós”, sublinhou Ihor Zhovkva, diplomata ucraniana, em declarações à CNN. Os
mísseis demoraram menos de três minutos a atingir território ucraniano,
apontou, e por isso não foram intercetados.
Moscovo rejeita a acusação. “Tudo aqui é óbvio. Não houve nenhum ataque à
comitiva [presidencial], e se houvesse um alvo definido teríamos acertado”,
respondeu Dmitri Medvedev, ex-presidente russo e vice-presidente do Conselho
de Segurança, citado pela agência TASS.
Fonte: Expresso, 7 de março de 2024
Rússia atinge Odessa a 200 metros de Zelensky e primeiro-ministro grego: "Esta não é uma coincidência, é uma mensagem para a Ucrânia, mas também para a União Europeia"
Helena Ferro Gouveia, comentadora da CNN Portugal, diz que Putin "deixou claro que considera a cidade de Odessa como um alvo legítimo". Pelo menos cinco pessoas morreram, segundo as autoridades ucranianas, enquanto Moscovo alega ter destruído uma unidade de produção de drones navais.
Fonte: CNN Portugal, 7 de março de 2024

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