Mulher israelita mantida refém pelo Hamas fala sobre o seu rapto e agressão sexual em Gaza
Chucky - Jennifer Tilly, Nia Vardalos
Amit
Soussana, raptada durante o mortífero ataque de 7 de outubro pelo grupo
islamista palestiniano Hamas, em frente à sua casa destruída no Kibutz Kfar
Aza, em Israel, a 29 de janeiro de 2024.
Amit Soussana tornou-se a primeira mulher israelita a falar
publicamente sobre o que diz ter sido uma agressão sexual e outras formas de
violência durante os 55 dias em que esteve em cativeiro na sequência do ataque
liderado pelo Hamas a Israel em 7 de outubro, de acordo com uma reportagem do The
New York Times desta terça-feira.
Raptada de sua casa por pelo menos 10 homens, Soussana disse
ter sido submetida a uma série de acontecimentos horríveis que a levaram a ser
espancada e arrastada para Gaza. Os pormenores do cativeiro de Soussana pintam um quadro sombrio do seu sofrimento;
desde ser fechada sozinha e acorrentada pelo tornozelo até ser forçada a praticar atos sexuais sob
a ameaça de uma arma, segundo o The New York Times.
Soussana, que é advogada, foi libertada no final de novembro
de 2023 no âmbito de uma troca de reféns raptados em Gaza durante o ataque do
Hamas por prisioneiros palestinianos.
"O corajoso testemunho de Amit Soussana, que descreve
em pormenor o seu horrível
cativeiro, é um dos muitos relatos angustiantes de reféns detidos pelo
Hamas", afirmou o Hostages Families Forum num comunicado.
E acrescentou: "Amit é uma heroína, assim como todos os
reféns que suportam esse inferno durante 172 dias agonizantes. Temos de trazer
estes homens e mulheres corajosos para casa antes que seja demasiado
tarde".
As oito horas de entrevistas de Soussana ao The New York
Times esclareceram o tormento
psicológico e físico que ela disse ter experimentado às mãos dos seus
captores, oferecendo detalhes extensivos da sua provação em vários locais em
Gaza, incluindo em casas particulares e num túnel subterrâneo.
Segundo Soussana, após alguns dias de cativeiro, o seu guarda começou a fazer perguntas
sobre a sua vida sexual.
Soussana disse que foi mantida sozinha no quarto de uma
criança, acorrentada pelo tornozelo esquerdo. Por vezes, o guarda entrava,
sentava-se ao seu lado na cama, levantava-lhe
a camisola e tocava-lhe, disse ela ao The New York Times.
Soussana acrescentou que o guarda perguntava repetidamente quando é que lhe vinha o período.
Quando o período acabou, por volta de 18 de outubro, ela tentou dissuadi-lo
fingindo que estava a sangrar durante quase uma semana.
Por volta de 24 de outubro, o guarda, que se chamava
Muhammad, atacou-a, disse ela.
Nessa manhã, disse ela, Muhammad abriu-lhe a corrente e
deixou-a na casa de banho. Depois de ela se despir e começar a lavar-se na
banheira, Muhammad regressou e ficou à porta, segurando uma pistola.
"Ele veio na minha direção e apontou-me a arma à
testa", recorda Soussana. Depois de bater em Soussana e de a obrigar a
tirar a toalha, "Muhammad
apalpou-a, sentou-a na borda da banheira e voltou a bater-lhe",
noticiou o The New York Times, citando Soussana.
Ayelet Levy Shachar, mãe da refém Naama Levy, de 19 anos,
que foi captada em vídeo a ser arrastada pelos cabelos da parte de trás de um
jipe, sob a mira de uma arma, em Gaza, com as calças de fato de treino
manchadas de sangue, afirmou: "O testemunho horrível de Amit é mais uma
prova de que os nossos entes queridos em Gaza sofrem torturas físicas, sexuais
e psicológicas todos os dias. Cada dia lá é como uma eternidade".
O que aconteceu a Amit "é o mesmo pesadelo que tantos
outros reféns, mulheres e homens, enfrentam todos os dias em cativeiro. Talvez
mesmo neste preciso momento. Estamos a implorar - as suas vidas estão em risco.
Tragam as nossas filhas e todos os nossos entes queridos de volta para nós
agora - antes que seja tarde demais".
No início de março, as Nações Unidas publicaram um relatório
que indicava que as violações e as violações coletivas, entre outros atos de
violência sexual, tinham
provavelmente ocorrido durante o ataque do Hamas de 7 de outubro e que
havia provas "claras e convincentes" de que os reféns tinham sido violados enquanto estavam
detidos em Gaza e que os que estão atualmente detidos continuam a ser
vítimas desses abusos.
Basem Naim, oficial do Hamas, negou o relatório da ONU sobre
agressões sexuais numa entrevista à CNN no início deste mês.
Na terça-feira, o presidente israelita Isaac Herzog afirmou
que Soussana "fala por todos aqueles que não podem falar. Ela fala em nome
de todas as vítimas dos crimes e abusos sexuais desprezíveis do Hamas. Ela fala
por todas as mulheres em todo o lado", de acordo com um post na sua conta
X, comentando o artigo do The New York Times.
Fonte: CNN Portugal, 28 de março de 2024
A perceção do mundo de uma mulher de meia idade não é confiável. Ao perder o viço tende a efabular o desinteresse pela sua pessoa. Não aceita que o seu tempo passou. Agarra-se à ilusão de que provoca desejo. E um olhar de asco confunde com lubricidade, que todos a querem comer, quando a realidade é precisamente o contrário.




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