Argentina anuncia corte de 15 mil empregos públicos
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Segundo
um porta-voz presidencial o corte “faz parte do trabalho que” estão "a
realizar para reduzir a despesa do Estado". Depois de serem informados da
sua dispensa centenas de trabalhadores invadiram os seus locais de trabalho e
uma multidão concentrou-se em frente aos ministérios do país para protestar.
A Argentina anunciou um corte de 15 mil empregos públicos
como parte da campanha do presidente Javier Milei para cortar despesa, a última
de um conjunto de medidas que adensam a tensão com manifestantes e sindicatos.
Os cortes foram anunciados em conferência de imprensa,
quarta-feira, por um porta-voz presidencial, Manuel Adroni, que os considerou
fundamentais para a restruturação do sobredimensionado setor público prometida
pelo ultraliberal Milei.
"Faz parte do trabalho que estamos a realizar para
reduzir a despesa do Estado", disse aos jornalistas, descrevendo os
trabalhadores dispensados como um peso para os contribuintes.
Centenas de trabalhadores que foram informados da sua
dispensa na semana passada ou antes, invadiram esta quinta-feira os seus locais
de trabalho em Buenos Aires e noutras cidades próximas com tambores, condenando
o seu despedimento, que consideram injusto, e exigindo a reintegração.
Apesar da chuva, uma multidão de pessoas vestidas com
camisolas verdes, do maior sindicato do país, a Associação dos Trabalhadores do
Estado (ATE) concentraram-se em frente aos ministérios do país.
Nalguns locais ocorreram tumultos quando a polícia tentava
expulsar os manifestantes dos edifícios governamentais.
Fonte: SIC Notícias, 4 de abril de 2024
Despedir polícias ou militares nem o ultraliberal arriscou. Ou já estaria a pedir asilo numa embaixada junto de si.


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